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Ciência · HIFU

Ultrassom microfocado: como funciona o HIFU em cada profundidade

O ultrassom microfocado aquece pontos milimétricos abaixo da pele e poupa a superfície. Veja o que cada profundidade de cartucho atinge, o que a evidência sustenta na face e no corpo e onde estão os riscos reais.

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18 min · 26 referências
Unidade do IASIS vista de frente, com a tela apagada, duas canetas de HIFU no suporte superior e os cabos ligados às saídas

Pontos-chave

  1. Como o feixe focalizado forma pontos de coagulação de 60 a 70 °C e poupa a epiderme
  2. O que muda entre microfocado e macrofocado, da frequência à camada atingida
  3. A camada-alvo de cada cartucho: 1,5 mm, 3,0 mm e 4,5 mm na face e focos profundos no corpo
  4. Número de sessões, cronologia do colágeno e o que os estudos mostram em números
  5. Efeitos adversos, zonas de risco e contraindicações

O que é o ultrassom microfocado?

O ultrassom microfocado é uma forma de ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU) que concentra energia em pontos milimétricos abaixo da pele. Nesses pontos, a temperatura atinge 60 a 70 °C e o colágeno coagula, enquanto a epiderme fica preservada. O efeito combina contração imediata das fibras e produção de colágeno novo nos meses seguintes.

A técnica surgiu para atingir o SMAS, o plano tratado no lifting cirúrgico. Em 2007, White e colaboradores1 mostraram em peças de cadáver zonas de lesão térmica reproduzíveis dentro do SMAS, a até 7,8 mm de profundidade, com a pele preservada; os autores descreveram o achado como inédito. Em 2008, Laubach e colaboradores2 produziram, em amostras de pele humana post mortem, lesões confinadas à derme profunda, em formato de cone invertido.

1White WM et al., 2007.Selective creation of thermal injury zones in the superficial musculoaponeurotic system using intense ultrasound therapy: a new target for noninvasive facial rejuvenation.

2Laubach HJ et al., 2008.Intense focused ultrasound: evaluation of a new treatment modality for precise microcoagulation within the skin.

Se a dúvida é a diferença entre o HIFU e a ultracavitação de baixa frequência, que age por efeito mecânico e não por calor, o comparativo está em HIFU e cavitação não são a mesma coisa. Especificações e modelos ficam na página de aparelhos de ultrassom microfocado e macrofocado.

Como o ultrassom focalizado forma pontos de coagulação térmica?

O transdutor emite ultrassom na faixa de megahertz e converge o feixe para um foco em profundidade fixa. No caminho, a energia fica espalhada e o tecido quase não aquece. No foco, a intensidade se concentra, a temperatura passa de 60 °C em fração de segundo e se forma um ponto de coagulação com menos de 1 mm³.

No protótipo estudado por Laubach, cada disparo durava de 50 a 200 milissegundos. A revisão de Fabi3 descreve pontos menores que 1 mm³ na derme reticular média e profunda e na subderme, com a derme papilar e a epiderme intactas.

3Fabi SG, 2015.Noninvasive skin tightening: focus on new ultrasound techniques.

Dentro de cada ponto, o calor desnatura as fibras de colágeno, que encurtam na hora. Em volta do ponto, a lesão controlada dispara uma resposta de reparo: inflamação, proliferação de fibroblastos, colágeno novo e elastina. É o mesmo racional em dois tempos da resposta do colágeno ao calor na radiofrequência, com uma diferença de desenho: a radiofrequência aquece volumes de tecido, e o HIFU aquece pontos isolados em uma profundidade escolhida, com tecido íntegro entre eles.

Quadro 1 Fatos rápidos · Ultrassom microfocado e macrofocado

Mecanismo
Calor focal: pontos de coagulação térmica de 60 a 70 °C
Tamanho do ponto
Menos de 1 mm³
Energia por ponto na face
0,25 a 1,2 J nos estudos, a maioria entre 0,3 e 0,9 J
Profundidades faciais
1,5 mm, 3,0 mm e 4,5 mm
Profundidades corporais
De 6 a 16 mm nos estudos publicados
Sessões na face
Em geral 1, com avaliação aos 90 e aos 180 dias
Indicação
Flacidez leve a moderada, facial e corporal

Qual a diferença entre ultrassom microfocado e macrofocado?

A diferença está na profundidade do foco e na frequência. O microfocado usa frequências mais altas e forma pontos a 1,5 mm, 3,0 mm ou 4,5 mm, na derme e no SMAS, para face e pescoço. O macrofocado usa frequência mais baixa e foco a partir de 6 mm, para chegar à subderme e à gordura do corpo.

A divisão tem base física: quanto maior a frequência, mais energia o tecido absorve no caminho e mais raso fica o alcance útil do feixe; frequências mais baixas chegam mais fundo. Na literatura, os cartuchos faciais trabalham com 10 MHz a 1,5 mm, 7 MHz a 3,0 mm e 4 MHz a 4,5 mm. Para o corpo, o estudo piloto de Choi e colaboradores15 usou transdutores de 2 MHz com foco a 6,0 e 9,0 mm.

15Choi SY et al., 2016.Tightening effects of high-intensity focused ultrasound on body skin and subdermal tissue: a pilot study.

"Macrofocado" é o nome que o mercado brasileiro deu a esses cartuchos profundos; nos artigos científicos eles aparecem como HIFU corporal, com duas aplicações distintas. Com foco entre 6 e 9 mm, o objetivo é firmeza da pele e da subderme: no estudo de Choi, a elasticidade medida por cutômetro melhorou em todas as áreas tratadas, incluindo braço, abdome e coxa. Com foco entre 11 e 16 mm, dentro do tecido adiposo, o calor provoca necrose de coagulação dos adipócitos, e macrófagos recolhem os lipídios e os restos celulares. É a mesma etapa de limpeza descrita na cronologia da criolipólise, embora lá a morte celular seja por frio e apoptose, e aqui por calor e necrose.

Cinco cartuchos brancos do IASIS enfileirados, cada um com a etiqueta azul da profundidade, de 1,5 mm a 13,0 mm
Figura 1 Cartuchos do IASIS de 1,5, 3,0 e 4,5 mm, para face e pescoço, e de 7,0 e 13,0 mm, para o corpo. Foto: Bioset

Tabela 1 Profundidade do cartucho, camada-alvo e uso típico

FocoFrequência descrita nos estudosCamada-alvoUso típico
1,5 mm10 MHzDermeTextura e linhas finas
3,0 mm7 MHzDerme profundaFirmeza da pele
4,5 mm4 MHzSMAS e platismaSustentação da face, contorno da mandíbula e pescoço
6,0 a 9,0 mm2 MHzSubderme do corpoFirmeza em braços, abdome e coxas
11 a 16 mmNão detalhada nos estudos citadosTecido adiposo subcutâneoGordura localizada de abdome e flancos

Deslize a tabela para ver as 4 colunas.

Fontes: ver as referências ao fim do artigo.

O que é o SMAS e por que ele importa no HIFU?

O SMAS (sistema musculoaponeurótico superficial) é a camada fibromuscular que liga os músculos da mímica à derme e sustenta os tecidos moles da face. Descrito por Mitz e Peyronie em 19764, é o plano que o cirurgião trata no lifting. Aquecê-lo sem incisão foi a proposta original do ultrassom focalizado.

4Mitz V, Peyronie M, 1976.The superficial musculo-aponeurotic system (SMAS) in the parotid and cheek area.

O cartucho de 4,5 mm é o que alcança esse plano: ele coagula pontos no SMAS e no platisma, e é por essa via que a revisão de Fabi explica o efeito de sustentação e firmeza. Os cartuchos de 3,0 mm e 1,5 mm atuam na derme e completam o tratamento em outro plano. O consenso de especialistas publicado por Park e colaboradores13 descreve o tratamento facial em dois planos, SMAS e derme profunda.

13Park JY et al., 2021.Customized treatment using microfocused ultrasound with visualization for optimized patient outcomes: a review of skin-tightening energy technologies and a pan-Asian adaptation of the expert panel's gold standard consensus.

A espessura dos tecidos varia entre regiões da face e entre pacientes: a profundidade nominal do cartucho é referência, não garantia de que cada ponto cairá no SMAS. Palpação, marcação da área e escolha do cartucho por região fazem parte da técnica.

Quais são as indicações faciais e corporais do HIFU?

Na face e no pescoço, a indicação central é flacidez leve a moderada: contorno da mandíbula, sustentação do terço médio, elevação discreta da sobrancelha, região submentual e linhas finas. No corpo, os cartuchos profundos tratam flacidez de braços, abdome e coxas e, com foco dentro da gordura, adiposidade localizada de abdome e flancos.

A elevação de sobrancelha é o desfecho medido de forma mais objetiva; na região submentual e no pescoço, os estudos medem a área de tecido elevada, em mm², nas fotografias. O cartucho de 1,5 mm aparece em estudos de rugas finas da região periorbital, segundo a revisão de Pavicic e colaboradores14, e a revisão de Fabi cita melhora de linhas do colo.

14Pavicic T et al., 2025.Microfocused ultrasound with visualization in skin quality: a narrative review.

A mesma revisão marca o limite: pacientes mais velhos com fotoenvelhecimento extenso, flacidez acentuada e bandas platismais marcadas têm indicação cirúrgica.

Caneta de HIFU do IASIS deitada, com cartucho linear acoplado, cabo cinza e a janela escura do transdutor na ponta
Figura 2 Caneta do IASIS com o cartucho de 4,5 mm, profundidade que alcança o SMAS. Foto: Bioset

Quantas sessões de ultrassom microfocado são necessárias?

Na face, o padrão dos estudos é uma sessão, com avaliação do resultado aos 90 e aos 180 dias, quando o colágeno novo já amadureceu. O consenso de especialistas sugere manutenção a cada 12 a 18 meses, ajustada pela idade. No corpo, o ensaio controlado de referência também usa uma sessão, com várias passadas na mesma área.

Na revisão sistemática de Contini e colaboradores5, todos os 16 estudos incluídos avaliaram uma única sessão, com seguimento de pelo menos 3 meses. O consenso de Park e colaboradores sugere intervalos maiores, de até 24 meses, para pacientes de 30 a 45 anos, e retratamento anual acima dos 50. No corpo, o ensaio randomizado de Jewell e colaboradores aplicou três passadas em sessão única, e a série de Fatemi e Kane também usou uma só sessão.

5Contini M et al., 2023.A systematic review of the efficacy of microfocused ultrasound for facial skin tightening.

Fora desse padrão, número de sessões e intervalos seguem o manual do equipamento e a resposta de cada paciente. Entre a sessão e a reavaliação, o tecido passa por uma sequência conhecida.

Figura 3 Linha do tempo em escala de dias, do dia 0 ao dia 540

  1. Imediato

    Colágeno desnaturado e contraído nos pontos tratados; eritema e edema leves.

  2. 48 horas a 10 semanas

    A inflamação em volta dos pontos estimula neocolagênese, fibroblastos e elastina.

  3. Dia 28

    Derme vizinha em remodelação, com aumento da viscoelasticidade.

  4. Mês 2

    No estudo de Suh e colaboradores, biópsias mostram mais colágeno dérmico, derme mais espessa e fibras elásticas retificadas.

  5. Dia 90

    Principal ponto de avaliação nos estudos, com fotografia padronizada.

  6. Dia 180

    Segunda avaliação: na meta-análise de Ling e Zhao, a taxa de resposta cai de 77% para 69%.

  7. 12 a 18 meses

    Janela de manutenção sugerida por consenso de especialistas.

Qual é o resultado do ultrassom microfocado nos estudos?

Na face e no pescoço, as revisões apontam melhora de flacidez entre 18 e 30% e resposta em cerca de três de cada quatro pacientes aos 90 dias, com elevação de sobrancelha entre 0,47 e 1,7 mm. No corpo, as revisões registram 2,5 a 4,5 cm a menos de circunferência, mas o ensaio controlado mostra ganho líquido menor.

O estudo de Alam e colaboradores10, com avaliadores cegos, é a referência para a sobrancelha: 86% dos 35 pacientes tiveram elevação considerada clinicamente significativa aos 90 dias, com média de 1,7 mm. A meta-análise de Ling e Zhao6, com 13 estudos e 477 participantes, encontrou taxa de resposta de 77% aos 90 dias e 69% aos 180 dias. A meta-análise de Amiri e colaboradores7, com 42 estudos, chegou a 89% de melhora na avaliação do profissional e 84% na do paciente.

6Ling J, Zhao H, 2023.A systematic review and meta-analysis of the clinical efficacy and patients' satisfaction of micro-focused ultrasound (MFU) treatment for facial rejuvenation and tightening.

7Amiri M et al., 2024.Microfocused ultrasound with visualization (MFU-V) effectiveness and safety: a systematic review and meta-analysis.

10Alam M et al., 2010.Ultrasound tightening of facial and neck skin: a rater-blinded prospective cohort study.

No corpo, o dado mais sólido vem do ensaio randomizado com grupo simulado de Jewell e colaboradores. Na análise por protocolo, a dose maior reduziu a circunferência da cintura em 2,52 cm em 12 semanas, contra 1,21 cm no grupo que recebeu aplicação sem energia. A diferença líquida, perto de 1,3 cm, é o número a usar na conversa com o cliente. A série retrospectiva de Fatemi e Kane, sem grupo controle, relatou 4,6 cm, e por isso não serve de expectativa média.

  • 86%pacientes com elevação de sobrancelha clinicamente significativa aos 90 dias (n = 35)
  • 77% e 69%taxa de resposta aos 90 e aos 180 dias (meta-análise, 13 estudos)
  • 2,52 cmredução da circunferência da cintura com HIFU corporal, contra 1,21 cm no grupo simulado
  • < 1 mm³volume de cada ponto de coagulação térmica

Fontes: ver as referências ao fim do artigo.

O HIFU dói e quais são os efeitos adversos?

Dói, de forma moderada e passageira. A dor média relatada nas meta-análises fica entre 3,1 e 4,85 numa escala de 0 a 10. Eritema e edema transitórios aparecem em quase todos os pacientes. Disestesia, hematoma, queimadura, estrias lineares, dermatite de contato e urticas somam cerca de 2% dos casos na revisão de Contini e colaboradores.

A dor varia com a região e a energia. No estudo de Oni11, as médias foram de 5,68 na bochecha, 6,09 na região submentual e 6,53 na submandibular. Nos estudos, o desconforto é controlado com anestésico tópico, anti-inflamatório oral e a menor energia que ainda seja eficaz.

11Oni G et al., 2014.Evaluation of a microfocused ultrasound system for improving skin laxity and tightening in the lower face.

Os eventos graves são raros, mas existem. A revisão de Humphrey e colaboradores21 reuniu 19 artigos com 506 pacientes e encontrou só um caso de atrofia subcutânea na literatura científica. Na base de notificações de dispositivos da FDA, porém, os 106 registros analisados apontaram com mais frequência lipoatrofia, alterações neurológicas (lesão de nervo, dormência, disestesia e ptose) e cicatrizes. Há relato publicado de lesão do nervo facial após HIFU e casos de catarata e opacidade do cristalino depois de aplicação sobre as pálpebras, nos dois relatos sem protetor ocular.

21Humphrey VS et al., 2025.Microfocused ultrasound with visualization: a systematic review of adverse events and risk of subsequent facelift compromise.

A revisão de Biskanaki e colaboradores22, com 22 estudos, liga essas complicações a três fatores: parâmetros inadequados, operador sem treinamento suficiente e avaliação incompleta do paciente. Os três dependem de decisões tomadas na clínica.

22Biskanaki F et al., 2025.Complications and risks of high-intensity focused ultrasound (HIFU) in esthetic procedures: a review.

Quem não pode fazer ultrassom microfocado?

Ficam fora pacientes com infecção ou lesão aberta na área, acne ativa grave ou cística, implantes metálicos na área (inclusive implantes ativos, como marca-passo e desfibrilador), gestação e amamentação. Neoplasia, uso de anticoagulante, lúpus e preenchimento com ácido hialurônico nos últimos 15 dias também constam como contraindicação na ficha técnica do IASIS.

As três primeiras exclusões são as contraindicações absolutas listadas na revisão de Fabi. Gestação, amamentação e as demais vêm da ficha técnica do IASIS, que traz a lista completa, com condições como diabetes descontrolado, hipertireoidismo e doença cardíaca grave. A revisão de Fabi pede cautela ainda com queloides, implantes e preenchedores permanentes na área.

Um ponto ainda aberto: cirurgiões plásticos relatam preocupação com o efeito do HIFU prévio sobre a gordura facial e sobre um lifting futuro. A revisão de Humphrey encontrou só relatos isolados, sem evidência científica desse prejuízo. Se há cirurgia facial planejada, alinhe o plano com o cirurgião.

O que a evidência sustenta e onde ela ainda é fraca?

A evidência mais consistente é para flacidez facial leve a moderada, com dezenas de estudos apontando na mesma direção. O ponto fraco é o desenho: poucos ensaios randomizados, muitos estudos pré e pós-tratamento sem grupo controle, seguimento raramente além de um ano e amostras formadas em sua maioria por mulheres.

Dos 42 estudos da meta-análise de Amiri, 2 eram ensaios controlados, 9 observacionais e 31 do tipo pré e pós-tratamento. A revisão de Modena e colaboradores9, feita na Universidade de São Paulo, encontrou 3 ensaios randomizados entre 12 estudos, e a meta-análise dos 2 que comparavam HIFU com radiofrequência para flacidez no pescoço não mostrou diferença significativa entre as técnicas em nenhum prazo. Na revisão de Contini, todos os estudos incluíam mulheres, e não havia dados de seguimento além de um ano.

9Modena DAO et al., 2025.Systematic review and meta-analysis: microfocused ultrasound treatment for sagging skin.

No corpo, a base de estudos é menor. A revisão de Haykal e colaboradores8, com 45 estudos, conclui que o método é eficaz e seguro, mas aponta que energia ideal e critérios de seleção ainda não estão padronizados.

8Haykal D et al., 2025.A systematic review of high-intensity focused ultrasound in skin tightening and body contouring.

O IASIS é microfocado ou macrofocado?

Os dois. O IASIS, da linha Bioset, reúne as duas modalidades no mesmo equipamento. Os cartuchos de 1,5 mm, 3,0 mm e 4,5 mm atendem face, pescoço e sobrancelhas. Os de 7,0 e 13,0 mm atendem regiões do corpo com mais gordura, como braços, abdome e pernas.

Aparelho neste parágrafo

A ficha técnica do IASIS informa faixa de energia de 0,1 a 2,0 J, largura da área de disparo de 1,0 a 12,0 mm, comprimento de 8,0 a 25,0 mm e passo entre disparos de 1,0 a 2,0 mm na horizontal e de 1,0 a 2,5 mm na vertical. São três tipos de aplicador: convencional, multilinear e pontual. A vida útil é de 12.000 disparos nos aplicadores convencional e multilinear e de 100.000 no pontual, dado que entra no custo de cada sessão.

A faixa de energia do aparelho é mais ampla que a dos estudos faciais (0,25 a 1,2 J por ponto): o parâmetro de partida para cada área vem do manual do fabricante e do treinamento.

Duas canetas de HIFU do IASIS encaixadas no suporte preto sobre o aparelho, com cartuchos acoplados e a tela ao lado
Figura 4 Canetas do IASIS no suporte do aparelho, que usa cartuchos de face e de corpo. Foto: Bioset

O que a evidência sustenta

Leitura da equipe Bioset sobre as 26 referências deste artigo

Consenso

  • O foco térmico forma pontos de coagulação de 60 a 70 °C com a epiderme preservada
  • Melhora real, porém modesta, da flacidez facial leve a moderada, avaliada entre 90 e 180 dias
  • Efeitos adversos comuns são leves e transitórios; os graves são raros e ligados à técnica e aos parâmetros

Promissor, mas incerto

  • Protocolo ideal de energia, densidade e profundidades para cada área
  • Tamanho real do efeito corporal, com poucos ensaios controlados
  • Durabilidade além de 12 meses e vantagem sobre a radiofrequência

O que não afirmar ao paciente

  • Que HIFU substitui o lifting cirúrgico ou trata flacidez acentuada
  • Que o resultado final aparece no dia da sessão
  • Que o HIFU corporal emagrece ou reduz peso

Perguntas frequentes

Microfocado e macrofocado podem ser usados no mesmo paciente?
Sim, em áreas diferentes: cartuchos rasos para face e pescoço, profundos para o corpo. No IASIS, a ficha técnica indica os cartuchos de 7,0 e 13,0 mm para regiões do corpo, não para a face. Na face, tratar a mesma área em dois planos, SMAS e derme profunda, é prática descrita em consenso de especialistas.
Quando o cliente percebe o resultado?
O efeito é gradual. A produção de colágeno novo vai de 48 horas a cerca de 10 semanas depois da sessão, e a avaliação de referência acontece aos 90 dias, com fotografia nos mesmos ângulos do dia 0, repetida aos 180 dias.
HIFU corporal emagrece?
Não. Os ensaios corporais selecionaram pacientes não obesos (no ensaio de Jewell, IMC de até 30 kg/m²) e mediram redução localizada de circunferência, não de peso. Nesse ensaio, lipídios e funções hepática e renal não tiveram alteração clinicamente relevante em 24 semanas.
IASIS, HIFU microfocado e macrofocado

Aparelho citado neste artigo

IASIS

Plataforma de ultrassom microfocado e macrofocado citada neste artigo, com cartuchos de 1,5 a 13,0 mm para face, pescoço e corpo.

Registro ANVISA
10410309017

Onde comprar

Referências 26 fontes, de 1976 a 2026

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    bioset.com.br (abre em nova aba)

Sobre este artigo

Publicado
Editoria e formato
Ciência e Evidência · Ciência
Como citar
Equipe Bioset. Ultrassom microfocado: como funciona o HIFU em cada profundidade. Caderno Técnico Bioset, 27 out. 2026. Disponível em: https://www.bioset.com.br/blog/ultrassom-microfocado-e-macrofocado-como-funciona. Acesso em: 27 out. 2026.
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Conteúdo técnico para profissionais habilitados. Não substitui a avaliação individual de cada paciente, e a conduta é do profissional. Resultados variam conforme paciente e protocolo.

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Ultrassom estético: HIFU e cavitação não são a mesma coisa

Um trabalha por calor focalizado em pontos milimétricos, o outro por efeito mecânico de microbolhas. Confundir os dois é a fonte mais comum de expectativa errada em ultrassom estético.

5 min · 5 referências, 2007 a 2024

Aparelho de ultrassom microfocado e macrofocado (HIFU) da linha

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