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Por tecnologia

Aparelho de laser CO₂ fracionado

1 equipamento

O aparelho de laser CO₂ fracionado emite luz infravermelha de 10.600 nm, absorvida pela água da pele, e vaporiza colunas microscópicas de tecido separadas por áreas intactas. A pele preservada entre as colunas acelera a cicatrização e permite um resurfacing ablativo com recuperação mais curta que a do CO₂ convencional. O LUNYA, da Bioset, reúne os modos fracionado, contínuo, pulsado e íntimo em uma só plataforma, para dermatologia, cirurgia e ginecologia.

Como funciona o laser de CO₂ fracionado?

O comprimento de onda de 10.600 nm é absorvido com muita intensidade pela água, principal componente da pele. A energia vira calor em poucas dezenas de micrômetros e vaporiza o tecido no ponto de impacto, deixando uma faixa de coagulação ao redor. Por isso o CO₂ é classificado como laser ablativo.

No modo fracionado, um scanner distribui o feixe em uma matriz de microcolunas, as zonas microtérmicas. Cada passada trata só uma fração da superfície, e a pele intacta entre as colunas fornece as células que fecham as microlesões em poucos dias. Nas semanas e meses seguintes, a derme produz e reorganiza colágeno.

Três ajustes definem a dose: a energia por ponto, que controla a profundidade da coluna; a densidade, ou o espaçamento entre os pontos, que define a porcentagem de pele tratada; e a geometria da varredura, que adapta a área a cada região. Ajustes superficiais trabalham textura e pigmento. Ajustes profundos chegam à derme reticular e são os usados em cicatrizes.

Para que serve o laser de CO₂ fracionado?

No modo fracionado, o laser de CO₂ é usado principalmente em rejuvenescimento e cicatrizes. Nos modos contínuo e pulsado, o mesmo equipamento corta e vaporiza tecido, como um bisturi a laser. Quanto cada paciente responde depende do fototipo, da indicação e do plano de sessões definido na avaliação.

  • Fotoenvelhecimento e rejuvenescimento facial e corporal
  • Cicatrizes de acne e cicatrizes cirúrgicas
  • Rugas, linhas finas, textura irregular e poros dilatados
  • Lesões pigmentadas benignas, após avaliação diagnóstica
  • Permeação de ativos pelos microcanais (drug delivery)
  • Corte e vaporização de tecidos em procedimentos cirúrgicos
  • Procedimentos ginecológicos com ponteiras íntimas, por indicação médica

Como escolher um aparelho de laser CO₂ fracionado para a clínica?

Comece pelo que a clínica vai atender. Para rejuvenescimento, o essencial é um scanner fracionado preciso. Para cirurgia ou ginecologia, o equipamento precisa também de modo contínuo e das ponteiras específicas. Aparelhos de preço parecido podem ter configurações bem diferentes, por isso compare item a item:

  • Potência e controle de dose: potência máxima, faixa de energia por ponto e ajuste independente de densidade e espaçamento. O LUNYA chega a 50 W.
  • Scanner: área útil e formatos de varredura. No LUNYA, a área vai até 20 × 20 mm, com 7 geometrias.
  • Ponteiras: fracionadas (quadrada e circular), de corte (50 e 100 mm) e íntimas de 360° e 90°, se a clínica atende ginecologia.
  • Entrega do feixe: braço articulado leve e luz guia para mirar com precisão (635 nm, no LUNYA).
  • Segurança: botão de emergência, conector de interlock para a sala de tratamento, pedal e óculos adequados a 10.600 nm para operador e paciente.
  • Instalação: o LUNYA opera em 230 V e pesa 63 kg, o que pede ponto elétrico e espaço planejados.
  • Registro na ANVISA, manual em português, assistência técnica no Brasil e treinamento na entrega do aparelho.

Quais são as contraindicações e os cuidados do laser de CO₂?

A avaliação prévia investiga histórico de herpes, cicatrização anormal, uso de medicamentos fotossensibilizantes e exposição solar recente. Depois da sessão, o esperado é vermelhidão, inchaço e microcrostas por alguns dias. A fumaça gerada na vaporização deve ser aspirada por um exaustor adequado.

Nos fototipos altos, o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória é maior e os parâmetros precisam ser mais conservadores. As contraindicações mais comuns são:

  • Infecção ativa ou herpes em atividade na área
  • Gestação
  • Queloides ou cicatrizes hipertróficas no histórico do paciente
  • Uso recente de isotretinoína oral, a critério médico
  • Pele bronzeada ou muito exposta ao sol nas semanas anteriores
  • Dermatoses ativas na área, como vitiligo e psoríase
  • Imunossupressão ou doenças que prejudicam a cicatrização
  • Lesões suspeitas ou sem diagnóstico na área

Quem pode operar um laser de CO₂ fracionado?

O CO₂ ablativo é um laser Classe 4 que remove tecido a cada disparo. A ficha técnica do LUNYA o define como equipamento de uso exclusivo de médicos e de profissionais da saúde habilitados. As resoluções de cada categoria dizem quem pode fazer cada procedimento; leia a da sua profissão antes de comprar, sobretudo pensando nos modos cirúrgico e íntimo.

A operação segura também pede treinamento em parâmetros e em segurança do laser e uma sala com entrada sinalizada e controlada durante os disparos.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Laser de CO₂ fracionado ou laser não ablativo: qual escolher?

Depende das indicações da clínica e de quanto tempo de recuperação os pacientes aceitam. O CO₂ fracionado tem efeito maior por sessão em cicatrizes de acne e rugas mais profundas e também atende cirurgia e ginecologia, mas deixa a pele com crostas por alguns dias. Os não ablativos de 1550 nm e 1927 nm, como o Joovier, preservam a superfície e são muito usados em manchas e textura, com mais sessões.

Quantas sessões de laser de CO₂ fracionado costumam ser feitas?

Depende da indicação e da intensidade dos parâmetros. Em rejuvenescimento, protocolos de uma a três sessões são comuns; cicatrizes de acne costumam pedir mais. O intervalo entre sessões costuma ser de pelo menos quatro semanas, para dar tempo à cicatrização e à remodelação do colágeno. O plano é definido na avaliação, e nenhum número de sessões garante resultado.

O laser de CO₂ fracionado pode ser usado em pele negra?

Pode, com parâmetros conservadores e preparo da pele. Nos fototipos IV a VI, o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória é maior e, mais raramente, pode ocorrer hipopigmentação tardia. Por isso se usam densidade e energia menores, sessões mais espaçadas e fotoproteção reforçada. Em algumas indicações, um laser não ablativo é a escolha mais prudente para esse perfil de pele.

O laser de CO₂ pode ser usado em ginecologia?

Sim, com modo e ponteiras próprios. No LUNYA, são o modo íntimo e as ponteiras de 360° e 90°; a de 360° acompanha dilatador vaginal metálico. São procedimentos que exigem avaliação ginecológica prévia e execução por profissional habilitado para esse tipo de procedimento. A indicação, os parâmetros e o número de sessões são decisão médica, com base na avaliação de cada paciente e nas evidências disponíveis.

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