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Por tecnologia

Aparelhos de radiofrequência

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Um aparelho de radiofrequência aquece a derme e a hipoderme com corrente elétrica alternada de alta frequência, sem depender da cor da pele. O calor controlado contrai as fibras de colágeno existentes e ativa a formação de fibras novas nas semanas seguintes. Em Rio Claro (SP), a Bioset fabrica aparelhos dedicados e plataformas que associam a radiofrequência a LED, vácuo, ultracavitação e resfriamento, para protocolos faciais, corporais e íntimos.

Aparelhos de radiofrequência da Bioset

Como funciona a radiofrequência estética?

A radiofrequência aplica ao tecido uma corrente alternada, em geral na faixa de centenas de quilohertz a alguns megahertz. Ao atravessar a resistência natural dos tecidos, essa corrente gera calor por efeito Joule, sem depender de cromóforos como a melanina.

Nos protocolos com a ponteira em movimento, a meta costuma ser manter a superfície da pele entre 38 e 42 °C por alguns minutos em cada área, com a temperatura conferida por termômetro infravermelho. Na derme, o calor rompe parte das ligações de hidrogênio da tripla hélice do colágeno, e a fibra se contrai. O aquecimento também ativa os fibroblastos, e a neocolagênese segue por meses depois da série.

O caminho da corrente define a profundidade do aquecimento:

  • Monopolar: a corrente sai da ponteira e volta por uma placa de retorno. Alcança camadas mais profundas e exige controle fino de dose.
  • Bipolar: a corrente circula entre dois eletrodos da própria ponteira. O aquecimento fica mais superficial, a uma profundidade estimada em cerca de metade da distância entre eles.
  • Multipolar: vários eletrodos dividem a corrente e distribuem o calor de forma mais uniforme.
  • Radiofrequência capacitiva e resistiva: no modo capacitivo, o eletrodo tem revestimento isolante e o calor se concentra nas camadas próximas, ricas em água. No resistivo, o eletrodo metálico sem isolamento concentra o aquecimento nos tecidos de maior impedância, como o adiposo e o fibroso.

Para que serve o aparelho de radiofrequência?

A radiofrequência é indicada para flacidez leve a moderada e para a qualidade da pele, sozinha ou em protocolos combinados. Flacidez acentuada, com excesso de pele, está fora do alcance da técnica e pede avaliação cirúrgica. Mesmo dentro da indicação, a resposta muda de um paciente para outro.

Na rotina da clínica, os usos mais frequentes são:

  • Radiofrequência facial: flacidez do rosto e do pescoço, rugas finas e textura irregular
  • Radiofrequência corporal: flacidez de abdome, braços e coxas
  • Aspecto da celulite, em protocolos com vácuo, drenagem ou ultracavitação
  • Fibroses pós-operatórias, depois da liberação do cirurgião plástico
  • Radiofrequência íntima, com ponteira própria para a região e profissional habilitado para o procedimento

Como escolher um aparelho de radiofrequência para a clínica?

A escolha começa pelos protocolos que a clínica quer oferecer. O Skinwave RF é dedicado à radiofrequência, com modos resistivo e capacitivo para rosto, corpo e região íntima. O MaxiShape Prime trabalha em 1 MHz, com potência ajustável de 2 a 120 W, e soma ultracavitação e ondas de choque. A linha Dermovac LedShape (2.0 e 2.1) associa radiofrequência, vácuo e LED; o MaxiShape Cryo e o MaxiShape Cryo Station trazem a criofrequência; e o EMIVA leva a energia à derme por microagulhas.

Na comparação entre modelos, avalie:

  • Potência: margem para áreas corporais amplas e ajuste fino em baixa intensidade para o rosto
  • Ponteiras: tamanhos e configurações de eletrodo para rosto, corpo e região íntima
  • Controle e segurança: temporizador, aviso de emissão na ponteira e parâmetros fáceis de ler durante a sessão
  • Regularização: número ANVISA informado pelo vendedor e conferido por você na consulta da agência
  • Pós-venda: assistência técnica autorizada, calibração periódica, reposição de ponteiras e treinamento da equipe no aparelho

Quais são as contraindicações da radiofrequência?

A segurança depende de anamnese completa e de técnica: ponteira em movimento contínuo, meio condutor indicado pelo fabricante, placa de retorno bem acoplada quando o modo exigir e temperatura da pele sob controle durante toda a aplicação. Preenchimentos recentes e fios de sustentação na área pedem avaliação individual.

A radiofrequência fica suspensa, ou o protocolo muda de área, quando há:

  • Marca-passo, cardiodesfibrilador ou qualquer implante eletrônico
  • Implante metálico na área tratada, incluindo DIU de cobre em protocolos abdominais e íntimos
  • Gestação
  • Câncer ativo ou em tratamento
  • Lesão, infecção ou herpes ativos na região
  • Sensibilidade térmica alterada, como em neuropatias
  • Trombose venosa ou flebite no local
  • Doença do colágeno ou autoimune em atividade

Quem pode operar um aparelho de radiofrequência?

Esteticistas, fisioterapeutas, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos e médicos trabalham com radiofrequência não invasiva. Os limites de cada categoria estão na lei da profissão e nas normas do seu conselho, quando existe um; nos protocolos íntimos, essa conferência vem antes da compra. Quem opera precisa de treinamento prático no equipamento, sobretudo nos modos com placa de retorno, em que um acoplamento mal feito aumenta o risco de queimadura.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre radiofrequência, radiofrequência microagulhada e criofrequência?

A diferença está no caminho da energia até o tecido. Na radiofrequência convencional, a ponteira desliza sobre a pele intacta. Na microagulhada, microagulhas levam a corrente para dentro da derme, e a técnica é mais usada para cicatrizes e textura. Na criofrequência, o resfriamento ativo da ponteira protege a epiderme. Nas três, o efeito vem do calor gerado pela corrente de alta frequência.

Quantas sessões de radiofrequência costumam ser feitas?

Os protocolos faciais e corporais mais comuns usam séries de 6 a 10 sessões, semanais ou quinzenais. O número exato depende da área, do grau de flacidez e de como a pele responde. Como o colágeno novo leva meses para se formar, compare fotografias padronizadas ao fim da série e outra vez cerca de 3 meses depois.

Radiofrequência pode ser aplicada em pele negra ou bronzeada?

Pode. O aquecimento da radiofrequência vem da resistência dos tecidos à passagem da corrente, e não da absorção de luz pela melanina. Por isso a técnica é usada em todos os fototipos, e o bronzeado não é, por si só, uma contraindicação. O controle de temperatura, tempo e movimento da ponteira vale para qualquer pele; em fototipos altos, um superaquecimento tem mais chance de deixar manchas.

Qual aparelho de radiofrequência escolher para começar na clínica?

Para trabalhar só com radiofrequência, o Skinwave RF atende rosto, corpo e região íntima nos modos resistivo e capacitivo. Se a ideia é reunir tecnologias corporais em um só equipamento, o MaxiShape Prime soma radiofrequência, LED, ultracavitação e ondas de choque, e o Dermovac LedShape 2.1 acrescenta a vacuoterapia a esse conjunto. Um representante Bioset compara as configurações com os protocolos da sua clínica.

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