Pular para o conteúdo

Por tecnologia

Aparelhos de endermologia

3 equipamentos

Um aparelho de endermologia combina sucção e roletes no mesmo cabeçote. O vácuo aspira a pele e forma uma prega, que os roletes comprimem e deslocam enquanto o aplicador percorre a área. O foco é a mobilização mecânica da pele e do tecido subcutâneo, com uso em celulite, fibroses, aderências e contorno corporal. Na Bioset, os Dermovac LedShape 2.0 e 2.1 têm aplicador corporal de roletes, e o Dermovac Lite leva a vacuoterapia, com vácuo contínuo e pulsado, a um formato portátil.

Aparelhos de endermologia da Bioset

O que é endermologia e em que ela difere da vacuoterapia?

Endermologia é uma técnica de massagem mecânica por sucção. Dentro do cabeçote, uma câmara aspira a pele entre roletes. A prega formada é rolada e deslocada de forma contínua, num movimento parecido com a manobra manual de pinçar e rolar, mas com vácuo e ritmo repetíveis de uma sessão para outra. O método surgiu na reabilitação de cicatrizes e queimaduras e depois chegou à estética corporal.

A vacuoterapia com ventosas atua principalmente pela pressão negativa e pelo deslizamento, com foco em circulação e drenagem. Na endermologia, os roletes somam compressão e rolamento à sucção, o que aumenta a tração sobre a pele, a hipoderme e os septos de tecido conjuntivo.

Os ajustes principais são o nível de vácuo, o ritmo da sucção (contínuo ou pulsado), a direção das manobras e a velocidade de deslizamento; em cabeçotes motorizados, a rotação dos roletes também entra na programação. Como os roletes aumentam o atrito, siga o manual quanto ao meio de deslizamento e evite passagens repetidas sobre áreas sensíveis ou com pouca gordura. Hematomas e dor que persiste depois da sessão costumam indicar vácuo excessivo ou passagens demais no mesmo ponto.

Quando a endermologia é indicada?

A endermologia costuma ser escolhida quando o objetivo é soltar tecido endurecido ou aderido. Os estudos sobre a técnica ainda são pequenos: uma revisão de 2016 sobre os efeitos da massagem a vácuo na pele, feita com foco em cicatrizes e queimaduras, reuniu 19 estudos, e os efeitos mais relatados foram menor rigidez e mais elasticidade do tecido, mas os autores concluíram que a evidência de eficácia ainda é pouca. Em celulite, a melhora relatada tende a depender de sessões de manutenção.

Com essa ressalva explicada ao paciente, as indicações mais frequentes na clínica são:

  • Celulite (fibroedema geloide), com ênfase na mobilização do tecido endurecido
  • Fibroses e irregularidades de pós-operatório, com liberação do cirurgião
  • Cicatrizes aderidas e retrações, para melhorar a mobilidade da pele
  • Contorno corporal, como etapa de mobilização em protocolos combinados
  • Tensão e rigidez de tecidos moles, como recurso complementar

Como escolher um aparelho de endermologia para a clínica?

O que define um aparelho de endermologia é o cabeçote. Na comparação, avalie:

  • Aplicadores: roletes para mobilização corporal e aplicadores lisos para drenagem e áreas sensíveis. Os Dermovac LedShape 2.0 e 2.1 trazem dois aplicadores corporais, de roletes e soft
  • Controle do vácuo: o nível de sucção define quanto tecido entra entre os roletes, então importa ter ajuste fino desde valores baixos. No Dermovac LedShape 2.1, o vácuo vai de 50 a 600 mmHg, em modo contínuo ou pulsado (5 a 360 pulsos por minuto)
  • Tecnologias no mesmo aplicador: no modo TriTech, os LedShape combinam vácuo, radiofrequência e LED vermelho e infravermelho, em uso simultâneo ou isolado
  • Ergonomia: peso do cabeçote e facilidade de higienização, porque cada região leva vários minutos de manobra
  • Registro na ANVISA: exija o número e confira na base pública da agência
  • Suporte: rede de assistência técnica, peças de reposição e treino prático na manobra com roletes

Quem não pode fazer endermologia?

Nas plataformas que combinam vácuo e radiofrequência, valem as contraindicações das duas tecnologias; a radiofrequência acrescenta, por exemplo, marcapasso e implante metálico na região.

Para a endermologia em si, as contraindicações principais são:

  • Doença venosa na área: trombose, flebite ou varizes calibrosas
  • Alteração de coagulação, uso de anticoagulante ou fragilidade capilar
  • Pele com ferida, infecção ou dermatite em atividade
  • Tumores e câncer em tratamento
  • Gestação
  • Pós-operatório sem liberação do cirurgião, drenos, seromas ou hematomas em evolução
  • Hérnia na área de aplicação
  • Insuficiência cardíaca ou renal descompensada

Quem pode fazer endermologia?

Esteticistas, fisioterapeutas (com destaque para a área dermatofuncional), biomédicos e médicos aplicam a endermologia, um procedimento não invasivo. Cada categoria atua dentro do que a sua regulamentação permite, seja a resolução do conselho, seja a lei da profissão. No pós-operatório, o início e a frequência das sessões são definidos com o cirurgião. A técnica pede treino prático, porque o resultado depende da direção das manobras e do ajuste do vácuo à resposta do tecido.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Todo aparelho de vacuoterapia faz endermologia?

Não. Para fazer endermologia, o aparelho precisa de um cabeçote com roletes que trabalham junto com a sucção; ventosas e aplicadores lisos, sozinhos, fazem vacuoterapia. No mercado, os dois nomes costumam aparecer como sinônimos, então confira na ficha técnica se existe aplicador de roletes antes de comprar. Um aparelho com os dois tipos de aplicador atende tanto os protocolos de drenagem quanto os de mobilização do tecido.

Endermologia funciona para celulite?

Pode melhorar o aspecto da celulite, mas o efeito tende a ser temporário. Nas revisões sobre celulite, os estudos com massagem mecânica e sucção são pequenos, têm problemas de método e mostram pouca evidência de efeito que se mantenha. Por isso, a endermologia costuma entrar em protocolos que associam outras tecnologias, sessões de manutenção e mudança de hábitos do paciente, e não como tratamento isolado.

Endermologia pode ser feita no pós-operatório?

Pode, como recurso para fibroses, edema e irregularidades depois de cirurgias plásticas, desde que o cirurgião libere. O momento de início, a pressão e a frequência das sessões dependem do tipo de cirurgia, da cicatrização e da presença de drenos, seromas ou áreas com sensibilidade alterada. Nas primeiras sessões, trabalhe com vácuo baixo e observe a resposta do tecido.

Qual aparelho de endermologia a Bioset fabrica?

Os aparelhos de endermologia da Bioset são os Dermovac LedShape 2.0 e 2.1, com aplicador corporal de roletes e aplicador soft. No modo TriTech, eles associam vácuo, radiofrequência e LED, e o 2.1 ainda reúne ultracavitação e ondas de choque piezoelétricas. Para vacuoterapia portátil, o Dermovac Lite, de 1,2 kg, oferece vácuo contínuo e pulsado. Todos são fabricados em Rio Claro (SP).

Continue pesquisando

Tecnologias relacionadas

Do blog da Bioset

Leituras técnicas

Artigos do blog da Bioset que tratam desta tecnologia ou dos aparelhos acima.

Ver todos os artigos

Solicitar orçamento

Fale com um especialista Bioset

Conte quais procedimentos a sua clínica faz e receba a indicação do aparelho mais adequado, com condições de pagamento. Se preferir, encontre o representante da sua região.

Usamos cookies de estatística e de publicidade só com a sua autorização. O site funciona do mesmo jeito se você recusar. Detalhes na política de privacidade.