Aparelhos de radiofrequência
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Um aparelho de criofrequência aplica radiofrequência e, ao mesmo tempo, resfria a superfície da pele pela própria ponteira. O calor chega à derme e à hipoderme enquanto a epiderme fica protegida pelo frio, combinação que o mercado chama de choque térmico. A Bioset produz em Rio Claro (SP) duas plataformas com a tecnologia: o MaxiShape Cryo, que reúne radiofrequência e criofrequência, e o MaxiShape Cryo Station, que soma ultracavitação, ondas de choque e LED.
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Limpar busca e filtrosA base é a da radiofrequência: corrente alternada de alta frequência que aquece os tecidos ao atravessá-los. A diferença está na ponteira, que tem resfriamento ativo. Enquanto a corrente aquece as camadas mais profundas, a face de contato resfria a epiderme.
Esse arranjo permite trabalhar com mais energia sem superaquecer a superfície, e o frio torna o calor mais tolerável para o paciente. O colágeno novo, que sustenta o resultado, segue o tempo da radiofrequência convencional: começa a se formar em algumas semanas e continua por meses. A evidência específica sobre a criofrequência ainda é menor do que a da radiofrequência sem resfriamento.
No MaxiShape Cryo Station, a ponteira alcança resfriamento externo de até -10 °C. As duas plataformas Bioset usam ponteiras de radiofrequência com resfriamento em versão facial (bipolar) e corporal (monopolar e hexapolar), além de uma ponteira de radiofrequência resistiva e capacitiva.
Não. Os nomes se parecem, mas o que atua no tecido é diferente: frio na criolipólise, calor na criofrequência. Na criolipólise, placas ou aplicadores resfriam uma área por um período prolongado para induzir a morte programada de células de gordura, sem aquecimento. Na criofrequência, o frio fica restrito à superfície e dura só o contato da ponteira em movimento; o efeito na derme vem do calor da radiofrequência.
Por isso a criofrequência entra nos protocolos de flacidez e de qualidade da pele, e a criolipólise, nos de gordura localizada.
A indicação segue a da radiofrequência, com o mesmo limite: flacidez leve a moderada. Casos com excesso de pele pedem outra abordagem. Os usos mais comuns são:
Vale decidir primeiro entre uma plataforma focada, como o MaxiShape Cryo, e uma estação completa, como o MaxiShape Cryo Station, que acrescenta ultracavitação, ondas de choque piezoelétricas e LED. O volume de atendimentos corporais da clínica costuma definir essa escolha. Depois, compare:
A ponteira não pode parar sobre o mesmo ponto: o frio intenso concentrado pode lesionar a epiderme. Use o gel indicado pelo fabricante e observe a pele durante toda a aplicação.
Valem as restrições da radiofrequência, somadas às ligadas ao frio. Não aplique quando houver:
Por não romper a pele, a criofrequência está ao alcance das mesmas profissões que usam radiofrequência estética. A regra de cada categoria vem da lei da profissão e do seu conselho, e deve ser conferida antes de montar o serviço. No treinamento, o ponto central é dosar calor e frio juntos: como o frio reduz a sensação de calor, o operador acompanha a resposta da pele, e não só o relato do paciente.
Dúvidas comuns
A diferença é o resfriamento da ponteira. As duas aquecem os tecidos com corrente de alta frequência, mas, na radiofrequência convencional, a superfície da pele esquenta junto, o que limita a energia aplicada. Na criofrequência, a ponteira resfria a epiderme durante a emissão, protegendo a superfície e reduzindo o desconforto. As plataformas Bioset de criofrequência também trabalham sem resfriamento, com a ponteira resistiva e capacitiva.
Não é esse o objetivo da técnica. O frio da ponteira serve para proteger a epiderme e não tem a duração que a criolipólise usa para agir sobre as células de gordura. A criofrequência é indicada para flacidez e qualidade da pele. Quando o plano de tratamento inclui gordura localizada, a clínica associa tecnologias próprias para isso, como a criolipólise de placas e a ultracavitação.
Os protocolos costumam seguir a lógica da radiofrequência: séries de 6 a 10 sessões, com intervalo de uma a duas semanas. Como os estudos específicos da técnica ainda são poucos, a área e a resposta do paciente orientam o ajuste. A firmeza sentida logo após a sessão é passageira; o colágeno novo leva meses, então reavalie com fotos ao fim da série e 3 meses depois.
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