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Por tecnologia

Aparelhos de vacuoterapia

3 equipamentos

Um aparelho de vacuoterapia aplica pressão negativa controlada sobre a pele, por meio de ventosas, em modo contínuo ou pulsado. A sucção eleva a pele e o tecido subcutâneo, ativa a circulação local e, com manobras no sentido dos linfonodos, ajuda a deslocar o líquido intersticial. A técnica entra em protocolos de drenagem, celulite e modelagem corporal, sozinha ou associada a outras tecnologias. A linha Dermovac, fabricada pela Bioset em Rio Claro (SP), vai do portátil Dermovac Lite às plataformas Dermovac LedShape 2.0 e 2.1.

Aparelhos de vacuoterapia da Bioset

O que é vacuoterapia e como ela funciona?

Vacuoterapia é o uso terapêutico da pressão negativa. O aparelho retira o ar de dentro da ventosa e a pele é aspirada, formando uma prega que eleva a epiderme, a derme e parte da hipoderme. Com a ventosa em deslizamento, essa tração desloca líquidos, aumenta o fluxo sanguíneo da região e estimula a drenagem linfática.

A pressão é medida em mmHg ou kPa abaixo da pressão atmosférica. No modo contínuo, o vácuo se mantém enquanto a ventosa desliza, e é a direção da manobra, no sentido dos linfonodos, que conduz a drenagem. No modo pulsado, o vácuo abre e fecha em ciclos, com efeito de bombeamento, usado em manobras estacionárias e em áreas mais sensíveis. Pressão, frequência de pulsos, diâmetro da ventosa e velocidade da manobra são os ajustes que definem cada protocolo.

Quando o cabeçote tem roletes que deslocam a prega de pele junto com a sucção, a técnica passa a se chamar endermologia, voltada à mobilização mecânica do tecido.

Para que serve a vacuoterapia na clínica?

A vacuoterapia costuma entrar como parte de um protocolo, com sessões de manutenção, e não como tratamento isolado. Revisões sistemáticas sobre tratamentos de celulite encontram estudos pequenos, muitos com falhas de método, e pouca evidência de efeito duradouro das técnicas mecânicas e de sucção. Vale alinhar essa expectativa com o paciente já na primeira consulta.

As indicações mais comuns na clínica de estética são:

  • Drenagem de edema e retenção de líquidos, com pressão baixa e manobras no sentido dos linfonodos
  • Aspecto da celulite (fibroedema geloide), dentro de um protocolo combinado
  • Modelagem do contorno corporal, em associação com radiofrequência, ultracavitação ou ondas de choque
  • Pré e pós-operatório de cirurgia plástica, com liberação e orientação do cirurgião
  • Tratamentos faciais, com ventosas pequenas e pressão reduzida

Como escolher um aparelho de vacuoterapia para a clínica?

Além do preço, compare os pontos que pesam no uso diário:

  • Faixa de vácuo e precisão do ajuste, para ir de pressões baixas a altas conforme a área: o Dermovac Lite regula o vácuo de 0 a 550 mmHg e o Dermovac LedShape 2.1, de 50 a 600 mmHg (6 a 80 kPa)
  • Modos contínuo e pulsado com frequência ajustável: 1 a 5 Hz (60 a 300 pulsos por minuto) no Dermovac Lite e 5 a 360 pulsos por minuto no Dermovac LedShape 2.1
  • Ventosas e aplicadores: tamanhos diferentes para face, membros e abdome
  • Portátil ou plataforma: o Dermovac Lite pesa 1,2 kg e é bivolt automático. Os Dermovac LedShape somam radiofrequência e LED ao vácuo, e o 2.1 acrescenta ultracavitação e ondas de choque piezoelétricas
  • Registro na ANVISA: o número que o fabricante informar precisa aparecer na consulta pública da agência
  • Suporte depois da venda: rede técnica autorizada, peças de reposição e treinamento da equipe no próprio equipamento

Quais cuidados e contraindicações a vacuoterapia exige?

Pressão alta demais ou ventosa parada muito tempo no mesmo ponto podem causar equimoses. Comece com vácuo baixo e aumente conforme a tolerância: a sensação esperada é de tração, e dor indica pressão excessiva. Nas plataformas que associam radiofrequência, valem também as contraindicações dessa tecnologia, como marcapasso e implantes metálicos na área tratada.

Na anamnese que precede a primeira sessão, investigue histórico vascular, medicamentos em uso e condição da pele na área. Contraindicações citadas com frequência:

  • Trombose venosa, flebite ou varizes calibrosas na região
  • Distúrbios de coagulação, uso de anticoagulantes e fragilidade capilar
  • Feridas, infecções, dermatites ou lesões de pele ativas
  • Tumores ou câncer em tratamento
  • Gestação
  • Febre e doenças infecciosas agudas
  • Insuficiência cardíaca ou renal descompensada
  • Hérnias na região tratada

Quem pode aplicar vacuoterapia?

Esteticistas, fisioterapeutas, biomédicos e médicos aplicam vacuoterapia, um procedimento não invasivo. Até onde cada profissional pode ir depende da habilitação e das normas do seu conselho ou da lei que regulamenta a profissão. No pré e no pós-operatório, o atendimento segue a liberação do cirurgião. Em todos os casos, a técnica pede formação prática: direção das manobras, escolha da ventosa e leitura da resposta da pele.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre vacuoterapia e endermologia?

A diferença está no cabeçote. Na vacuoterapia, a pressão negativa age sozinha, com ventosas fixas ou deslizantes, em modo contínuo ou pulsado. Na endermologia, roletes dentro do cabeçote comprimem e deslocam a prega de pele aspirada, o que aumenta a mobilização do tecido. Toda endermologia usa vácuo, mas nem toda vacuoterapia usa roletes. Na linha Dermovac, os LedShape 2.0 e 2.1 trazem os dois tipos de aplicador corporal, soft e de roletes.

Qual pressão usar na vacuoterapia?

A pressão depende da região, da técnica e da tolerância do paciente, por isso não há um valor único. Drenagem trabalha com vácuo baixo e manobras lentas; a face pede ventosas pequenas e pressão reduzida; áreas corporais com mais tecido aceitam valores maiores. A faixa máxima do aparelho serve como margem de ajuste e não precisa ser alcançada em todo atendimento.

A vacuoterapia pode ser combinada com outras tecnologias?

Sim, e é assim que ela costuma aparecer nos protocolos corporais. As associações mais comuns são com radiofrequência, ultracavitação e ondas de choque, com a vacuoterapia na etapa de drenagem e mobilização. O Dermovac LedShape 2.1 junta vácuo, radiofrequência, ultracavitação, ondas de choque (PSW) e LED na mesma plataforma, o que permite montar a sequência sem trocar de equipamento.

Aparelho de vacuoterapia portátil atende uma clínica?

Atende bem quando o foco é drenagem e celulite, em salas pequenas ou no atendimento domiciliar. O Dermovac Lite pesa 1,2 kg, é bivolt automático e oferece vácuo contínuo e pulsado. Uma plataforma faz mais sentido quando a clínica quer associar o vácuo a radiofrequência, LED e outras tecnologias no mesmo equipamento e ampliar o número de protocolos.

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