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Por tecnologia

Aparelhos de ultracavitação

4 equipamentos

Um aparelho de ultracavitação trabalha com ultrassom de baixa frequência, na faixa de quilohertz, para produzir cavitação no tecido adiposo: microbolhas que oscilam e colapsam sob a pressão das ondas e sobrecarregam mecanicamente a membrana dos adipócitos. No mercado, a técnica também é chamada de lipocavitação. O Cavitouch, de fabricação própria da Bioset, é dedicado à ultracavitação e às ondas de choque; outras plataformas da marca associam a função a radiofrequência, criofrequência, LED e vácuo.

Aparelhos de ultracavitação da Bioset

Como funciona a ultracavitação?

O ultrassom terapêutico convencional trabalha em 1 ou 3 MHz. A ultracavitação usa frequências muito menores, em geral entre 30 e 40 kHz. Nessa faixa, as fases de compressão e de rarefação de cada ciclo são longas o bastante para formar microbolhas no líquido entre as células do tecido adiposo.

Na cavitação estável, as bolhas oscilam sem se romper. Na cavitação instável, ou transitória, elas crescem e colapsam, o que gera tensão mecânica localizada sobre os adipócitos, com pouco aquecimento. Os lipídios liberados são metabolizados pelo organismo; por isso doenças do fígado, dos rins e do metabolismo estão entre as contraindicações.

No Cavitouch e no MaxiShape Prime, o aplicador de ultrassom de baixa frequência trabalha em 38 kHz, com intensidade de 1,2 a 12 W e área de radiação efetiva de 4 cm². No modo de ultracavitação, a emissão é modulada em 100 Hz. As modulações de 5, 10 e 20 Hz do mesmo aplicador formam a função de ondas de choque (PSW), que tem outro objetivo e página própria.

Para que serve a ultracavitação?

A ultracavitação é indicada como auxiliar na remodelagem corporal, na gordura localizada que se consegue pinçar. Ela age no tecido subcutâneo: não trata gordura visceral, não substitui a lipoaspiração e não é recurso de emagrecimento. Os estudos mostram reduções modestas de circunferência, com resposta variável entre pacientes e dependente de alimentação e atividade física.

Entre as indicações de rotina estão:

  • Gordura localizada em abdômen, flancos, culote, coxas e braços
  • Remodelagem do contorno corporal, em protocolos com drenagem, vacuoterapia ou radiofrequência
  • Celulite com componente de gordura localizada, em protocolos combinados

Como escolher um aparelho de ultracavitação para a clínica?

A primeira decisão é o formato: aparelho dedicado ou plataforma com várias tecnologias. O Cavitouch é dedicado: um aplicador de ultrassom de baixa frequência com as funções de ultracavitação e ondas de choque, acionado por pedal, com potência de até 12 W. As plataformas somam a função a outras tecnologias: o MaxiShape Prime traz radiofrequência resistiva e capacitiva e LED; o MaxiShape Cryo Station, radiofrequência, criofrequência e LEDs; o Dermovac LedShape 2.1, radiofrequência, LEDs e vacuoterapia.

Entre os modelos, compare:

  • Frequência e potência: frequência de saída declarada na ficha técnica e faixa de intensidade com ajuste fino a partir de valores baixos
  • Área de radiação efetiva: o tamanho do transdutor define o tempo de aplicação em cada área
  • Modos de emissão: modulações disponíveis e se o mesmo aplicador também oferece ondas de choque
  • Recursos de segurança: temporizador, pedal, indicação de emissão ativa no aplicador e alerta quando o transdutor perde contato com a pele
  • Registro ou notificação na ANVISA: peça o número antes de fechar a compra e confira no portal da agência se ele está válido e em nome do modelo ofertado
  • Pós-venda: rede de assistência autorizada, aplicadores de reposição e capacitação da equipe nos protocolos corporais

Quem não pode fazer ultracavitação e que cuidados tomar?

Na avaliação inicial, delimite a área com o paciente em pé e registre adipometria, perimetria e fotografia padronizada. Durante a aplicação, use gel de acoplamento e mantenha o aplicador em movimento lento. Emitir sem contato com a pele por mais de 30 segundos pode danificar o transdutor, por reverberação e superaquecimento. Formigamento, calor, vermelhidão passageira, pequenos hematomas e zumbido no ouvido estão entre os efeitos possíveis.

A ultracavitação fica contraindicada em casos de:

  • Gestação
  • Doença hepática ou esteatose, insuficiência renal, dislipidemia e outras doenças metabólicas
  • Doença cardíaca, marca-passo ou outro implante eletrônico
  • Uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação
  • Próteses ou implantes metálicos na área
  • Neoplasias e metástases
  • Inflamação, infecção ou dermatite na área
  • Doenças da cóclea ou da audição
  • Aplicação na face, no pescoço, sobre ossos superficiais, na região dos rins e nos órgãos genitais

Quem pode operar um aparelho de ultracavitação?

A ultracavitação é aplicada por esteticistas, fisioterapeutas, biomédicos e médicos que trabalham com estética corporal. Até onde cada categoria pode ir está na regulamentação da própria profissão. Como boa parte das contraindicações é metabólica e não aparece no exame da pele, o treinamento no equipamento deve incluir a anamnese e os critérios de exclusão do manual do fabricante.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Ultracavitação e lipocavitação são a mesma coisa?

Sim. Os dois nomes descrevem o uso de ultrassom de baixa frequência para gerar cavitação no tecido adiposo. Lipocavitação é o termo mais comum entre pacientes; ultracavitação, entre fabricantes e profissionais. Na comparação entre aparelhos, o que importa é a frequência de saída, a potência, a área do transdutor e os modos de emissão, e não o nome usado no anúncio.

Qual a diferença entre ultracavitação e ondas de choque (PSW)?

Muda o alvo: a ultracavitação age no tecido adiposo, e as ondas de choque dão estímulo mecânico à pele e ao tecido conjuntivo. No Cavitouch e no MaxiShape Prime, as duas saem do mesmo aplicador de 38 kHz. Na ultracavitação, a modulação é de 100 Hz, com foco em gordura localizada; nas ondas de choque, de 5, 10 ou 20 Hz, com foco em celulite e flacidez.

Quantas sessões de ultracavitação costumam ser feitas?

O manual do Cavitouch sugere de 4 a 8 sessões, com intervalo mínimo de 7 dias entre elas. O intervalo dá tempo ao organismo para metabolizar os lipídios liberados. A reavaliação com medidas e fotografia padronizada deve acontecer ao fim de cada série. Os resultados são modestos e dependem também de alimentação equilibrada e de atividade física regular.

Ultracavitação pode ser combinada com criolipólise ou radiofrequência?

Pode, em protocolos planejados pelo profissional. A associação com drenagem, vacuoterapia ou radiofrequência é comum no intervalo entre sessões. O Kryoplatten, de criolipólise de placas, também tem função de ultracavitação e ondas de choque. Qualquer combinação na mesma sessão deve seguir o manual de cada equipamento e respeitar as contraindicações das duas técnicas.

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