Ciência · Fototerapia LED
Fototerapia LED: o que fazem vermelho, infravermelho, azul e âmbar
Na fototerapia LED, cada cor alcança uma profundidade e age sobre um alvo diferente, e a dose em J/cm² pesa tanto quanto a cor escolhida. Veja o que os estudos sustentam em acne, cicatrização e rejuvenescimento, e onde a evidência ainda é fraca.
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- Equipe Bioset
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Pontos-chave
- O que é fotobiomodulação e por que cada cor de LED age em uma profundidade
- As faixas de comprimento de onda do azul, do âmbar, do vermelho e do infravermelho
- Como calcular a dose em J/cm² a partir da irradiância e do tempo de sessão
- Onde a evidência é mais consistente (acne e cicatrização) e onde ainda é fraca
- Os cuidados com os olhos que valem para toda sessão de LED
O que é fototerapia LED?
Fototerapia LED é a aplicação de luz emitida por diodos, em comprimentos de onda definidos, para provocar respostas nas células da pele sem aquecer o tecido de forma relevante. O efeito tem nome técnico: fotobiomodulação. Na estética, ela entra em rejuvenescimento, pele com acne e recuperação após procedimentos, quase sempre como recurso complementar.
O que separa o LED de outras tecnologias de luz é o mecanismo. A luz intensa pulsada e os lasers de alta potência usam calor para atingir um alvo, seja o pelo, o pigmento ou o vaso. A fototerapia trabalha com potência baixa por mais tempo e depende de uma resposta bioquímica da célula, sem lesão térmica.
Os aparelhos de fototerapia LED profissionais se diferenciam pela cor dos emissores, pela irradiância e pelo formato do aplicador. Somadas ao tempo de sessão, essas variáveis definem o que acontece no tecido.
Como a luz do LED age dentro da célula?
A luz só produz efeito quando é absorvida. No vermelho e no infravermelho próximo, o principal absorvedor identificado é a citocromo c oxidase, enzima da cadeia respiratória da mitocôndria. A hipótese principal é que a luz desloca o óxido nítrico que inibe essa enzima, restabelecendo o transporte de elétrons e a produção de energia da célula.
Dessa etapa partem sinais que alteram fluxo sanguíneo, reparo tecidual e resposta inflamatória, segundo as revisões de Avci3 e de Hamblin. Um detalhe ajuda a entender resultados contraditórios: células saudáveis e células sob estresse oxidativo respondem de forma diferente à mesma luz. Nas saudáveis, as espécies reativas de oxigênio sobem um pouco; nas estressadas, caem.
3Avci P et al., 2013.Low-level laser (light) therapy (LLLT) in skin: stimulating, healing, restoring.
No azul, o alvo é outro. A bactéria Cutibacterium acnes produz porfirinas, que absorvem a luz azul e geram espécies reativas de oxigênio capazes de lesar a própria bactéria.
Quadro 1 Fatos rápidos · Fototerapia LED
- Mecanismo
- Fotobiomodulação: absorção da luz por cromóforos, sem lesão térmica
- Cores mais estudadas
- Vermelho e infravermelho próximo; azul na acne
- Unidade de dose
- J/cm², irradiância (W/cm²) multiplicada pelo tempo (s)
- Evidência mais consistente
- Acne e cicatrização de feridas agudas (grau B)
- Rejuvenescimento
- Grau C: estudos pequenos e parâmetros muito variados
- Segurança
- Efeitos adversos leves nos ensaios; proteção ocular em toda sessão
O que fazem o azul, o âmbar, o vermelho e o infravermelho?
Cada cor alcança uma profundidade e tem um alvo. O azul e o âmbar, na faixa de 390 a 600 nm, atuam em camadas superficiais. O vermelho e o infravermelho próximo, entre 600 e 1.100 nm, penetram mais e agem sobre a mitocôndria. A faixa de 700 a 750 nm tem pouca atividade bioquímica e é pouco usada.
A tabela resume as faixas usadas nos ensaios randomizados da revisão sistemática de Jagdeo e colaboradores1 e o comprimento de onda de cada cor no Ledshape TT.
1Jagdeo J et al., 2018.Light-emitting diodes in dermatology: a systematic review of randomized controlled trials.

Tabela 1 Cores de LED: faixas usadas nos ensaios, alvo e evidência
| Cor | Faixa nos ensaios revisados | Alvo principal | Onde há mais evidência | Ledshape TT |
|---|---|---|---|---|
| Azul | 405 a 470 nm | Porfirinas da C. acnes, na superfície | Acne | 470 nm |
| Âmbar | 590 a 595 nm | Mecanismo menos definido | Eritema logo após laser, com efeito de curta duração | 590 nm |
| Vermelho | 623 a 670 nm | Citocromo c oxidase, na derme | Acne (associado ao azul), cicatrização e rejuvenescimento | 623 nm |
| Infravermelho próximo | 830 a 1.072 nm | Citocromo c oxidase, em maior profundidade | Cicatrização e rejuvenescimento, associado ao vermelho | 860 nm |
Deslize a tabela para ver as 5 colunas.
Fontes: ver as referências ao fim do artigo.
Azul
O azul atua na superfície e é a cor da acne. O alvo são as porfirinas da C. acnes, principalmente a coproporfirina. No estudo em cultura de Ashkenazi e colaboradores7, iluminações repetidas com azul de 407 a 420 nm reduziram a viabilidade da bactéria em várias ordens de grandeza, bem mais do que uma iluminação única.
7Ashkenazi H et al., 2003.Eradication of Propionibacterium acnes by its endogenic porphyrins after illumination with high intensity blue light.
Âmbar
O âmbar, perto de 590 nm, é a cor com menos respaldo. O estudo mais citado, de Weiss e colaboradores10, tratou 90 pacientes com fotoenvelhecimento usando 590 nm pulsado, com dose de apenas 0,1 J/cm², e relatou melhora em 90% deles na imagem digital, com 10% de melhora de textura na perfilometria. Era um estudo aberto, sem grupo de comparação, e a revisão de Jagdeo não encontrou nenhum ensaio randomizado com âmbar para rejuvenescimento.
10Weiss RA et al., 2005.Clinical trial of a novel non-thermal LED array for reversal of photoaging: clinical, histologic, and surface profilometric results.
Vermelho
O vermelho chega à derme e é, ao lado do infravermelho, a cor mais estudada em rejuvenescimento e reparo. A citocromo c oxidase absorve nessa faixa, o que sustenta o uso em estímulo de fibroblastos e em recuperação após procedimentos. Protocolos de acne também associam vermelho e azul, somando o efeito anti-inflamatório do primeiro ao antibacteriano do segundo.
Infravermelho próximo
O infravermelho próximo, usado nos ensaios entre 830 e 1.072 nm, é o que penetra mais. É praticamente invisível, o que tem implicação direta na segurança ocular. Nos ensaios de rejuvenescimento e de cicatrização após laser, ele aparece com frequência associado ao vermelho.
Como calcular a dose de fototerapia LED em J/cm²?
A dose, ou fluência, é a irradiância multiplicada pelo tempo. Com a irradiância em W/cm² e o tempo em segundos, o resultado sai em J/cm². Uma fonte de 50 mW/cm² (0,05 W/cm²) ligada por 10 minutos (600 segundos) entrega 30 J/cm². Metade do tempo, metade da dose.
A conta é simples, mas depende de um número que precisa vir do fabricante: a irradiância na superfície tratada. A ficha técnica do LEDPLATTEN declara irradiância de 52 mW/cm² para as placas de LED vermelho de 632 nm; em 10 minutos, isso dá 31,2 J/cm². Aparelho sem irradiância informada não permite montar protocolo reprodutível.
Aparelho neste parágrafo
Jenkins e Carroll6 listam oito parâmetros mínimos para relatar uma sessão: comprimento de onda, potência, tempo, área do feixe na pele, parâmetros de pulso, local anatômico, número de sessões e intervalo entre elas. Eles lembram que a potência de saída cai com o aquecimento e com o envelhecimento do aparelho, o que justifica aferição periódica.
6Jenkins PA, Carroll JD, 2011.How to report low-level laser therapy (LLLT)/photomedicine dose and beam parameters in clinical and laboratory studies.

Mais luz não significa mais efeito
A fotobiomodulação segue uma curva de dose bifásica, descrita por Huang e colaboradores4: doses baixas demais não produzem resposta, e doses altas demais podem reduzir ou anular o efeito. Não há consenso sobre a faixa ideal. A revisão de Zein5, Selting e Hamblin registra grupos que recomendam 4 a 10 J/cm² no tecido alvo, com irradiância abaixo de 100 mW/cm², e outros que recomendam até 50 J/cm² na superfície.
Os ensaios clínicos confirmam a dispersão: os estudos citados neste artigo vão de 0,1 J/cm² (âmbar pulsado) a 480 J/cm² (vermelho em cicatriz cirúrgica). Em feridas de membros inferiores, a revisão sistemática de Miranda e colaboradores14, de 2026, observou que o único ensaio sem benefício foi o de dose mais alta, 126 J/cm² de vermelho em feridas cirúrgicas, e os autores leem isso como sinal de resposta dependente da dose. A certeza da evidência nessa revisão foi classificada como muito baixa.
14Miranda MB et al., 2026.Clinical dosimetry and efficacy of LED photobiomodulation for chronic lower-limb wound healing: a systematic review of randomized trials.
Para quais indicações a evidência é mais sólida?
A revisão sistemática de Jagdeo e colaboradores analisou 31 ensaios randomizados com LED na pele. Entre as indicações ligadas à estética, acne e cicatrização de feridas agudas receberam grau de recomendação B, e rejuvenescimento ficou com grau C. As limitações se repetem: amostras pequenas, falta de cegamento ou de placebo e parâmetros muito diferentes entre os estudos.
- 31ensaios randomizados com LED na pele (revisão de 2018)
- Grau Bacne e cicatrização de feridas agudas
- Grau Crejuvenescimento
- Até 36%redução de rugas em relação ao início, com 633 e 830 nm
Fontes: ver as referências ao fim do artigo.
Acne: efeito real, mas inconsistente
A partir dos ensaios de acne que analisou, a revisão sugere azul com 6 a 40 mW/cm² ou vermelho com 8 a 100 mW/cm², em sessões de 20 minutos, duas vezes por semana, por 4 a 8 semanas. Um dos ensaios combinou vermelho de 623 nm e azul de 470 nm, as mesmas faixas do Ledshape TT, e precisou em média de 10 sessões para reduzir em 90% as lesões inflamatórias.
Os ensaios comparativos mostram o outro lado: o LED precisou de 2 a 3 vezes mais sessões do que terapia fotodinâmica, luz intensa pulsada e laser de corante pulsado para chegar à mesma redução. Em um ensaio só com vermelho, 21 de 22 pacientes relataram volta da acne 16 semanas depois.
Outras revisões sistemáticas são mais cautelosas. A meta-análise de Scott e colaboradores8 sobre luz azul (14 ensaios, 698 participantes) não encontrou diferença significativa na contagem de lesões em relação aos grupos sem luz, e a revisão Cochrane de 2016 (71 estudos, 4.211 participantes) concluiu que falta evidência de alta qualidade. Na acne, o LED é coadjuvante do tratamento conduzido pelo dermatologista, com manutenção prevista desde o início.
8Scott AM et al., 2019.Blue-light therapy for acne vulgaris: a systematic review and meta-analysis.
Cicatrização e pós-procedimento
É o uso com melhor relação entre evidência e rotina de clínica. Em ensaio com 28 pacientes submetidas a laser de Er:YAG ou de CO₂ por fotodano, o lado da face tratado com vermelho de 633 nm e infravermelho de 830 nm cicatrizou 50% mais rápido, com 15 sessões em 3 semanas. O dado interessa a quem trabalha com laser de CO₂ fracionado e outros procedimentos que deixam a pele inflamada por dias.
O âmbar aparece aqui com um efeito mensurável, porém breve: aplicado logo após laser de fibra dopada com érbio, reduziu o eritema em 24 horas em todos os 20 pacientes, mas a diferença desapareceu em 96 horas. Em cicatriz cirúrgica, o ensaio de Kurtti e colaboradores13, com vermelho em doses de 160 a 480 J/cm², não atingiu o desfecho principal (maleabilidade da cicatriz), embora, em algumas doses, a avaliação do observador e a redução do endurecimento tenham favorecido o lado tratado.
13Kurtti A et al., 2021.Light emitting diode-red light for reduction of post-surgical scarring: results from a dose-ranging, split-face, randomized controlled trial.
Rejuvenescimento
O ensaio mais citado é o de Lee e colaboradores11: 76 pacientes divididos em quatro grupos (633 nm, 830 nm, a combinação dos dois ou luz simulada), com metade da face tratada duas vezes por semana por 4 semanas. Nos três grupos com luz ativa, as medidas objetivas mostraram até 36% de redução de rugas e até 19% de ganho de elasticidade em relação ao início, com mais colágeno e fibras elásticas na biópsia.
11Lee SY et al., 2007.A prospective, randomized, placebo-controlled, double-blinded, and split-face clinical study on LED phototherapy for skin rejuvenation: clinical, profilometric, histologic, ultrastructural, and biochemical evaluations and comparison of three different treatment settings.
Wunsch e Matuschka12 usaram lâmpadas de descarga de espectro amplo, não LED, em 113 voluntários: cerca de 9 J/cm² na faixa vermelha, duas vezes por semana, até completar 30 sessões. Mediram menos rugosidade e mais densidade de colágeno no ultrassom em comparação com 23 controles sem luz. O espectro de 570 a 850 nm não foi melhor que o vermelho isolado, de 611 a 650 nm. Já um ensaio com LED de 630 nm e 96 J/cm², incluído na revisão de Jagdeo, não mudou elasticidade nem hidratação.
12Wunsch A, Matuschka K, 2014.A controlled trial to determine the efficacy of red and near-infrared light treatment in patient satisfaction, reduction of fine lines, wrinkles, skin roughness, and intradermal collagen density increase.
A expectativa realista é de melhora gradual de textura e linhas finas, avaliada com fotografia padronizada; segundo a revisão de Jagdeo, pode ser preciso seguimento de 6 meses ou mais para julgá-la. Para flacidez, o LED não substitui estímulos de outra natureza, como o aquecimento dérmico da radiofrequência sobre o colágeno.
LED ou laser de baixa potência: qual a diferença?
Os dois fazem fotobiomodulação. O laser emite luz coerente, de faixa espectral estreita, concentrada em pontos; o LED emite luz não coerente, de faixa um pouco mais larga, e cobre áreas grandes de uma vez. Para face e corpo inteiros, o LED é mais prático; para pontos específicos e técnicas como o ILIB, o laser é a ferramenta.
Heiskanen e Hamblin15 apontam como vantagens do LED a irradiação de áreas amplas ao mesmo tempo e o custo muito menor por miliwatt. Glass pondera que ainda não está claro se o LED produz efeitos da mesma natureza e magnitude dos lasers usados na maior parte dos estudos de melhor qualidade. As indicações da laserterapia de baixa potência e do ILIB têm página própria.
15Heiskanen V, Hamblin MR, 2018.Photobiomodulation: lasers vs. light emitting diodes?
Quais cuidados com os olhos a fototerapia LED exige?
Paciente e operador usam óculos de proteção adequados à faixa emitida, e ninguém olha diretamente para os emissores. O cuidado vale para todas as cores, com atenção especial a duas: o azul, pelo risco de lesão fotoquímica da retina, e o infravermelho, que é invisível e não dispara o reflexo de proteção do olho.
As diretrizes da ICNIRP, a comissão internacional de proteção contra radiação não ionizante, explicam os dois riscos. A sensibilidade da retina à lesão fotoquímica por luz azul tem pico perto de 440 nm e segue o princípio da reciprocidade: luz fraca por muito tempo pode causar o mesmo dano que luz forte por pouco tempo. Uma sessão longa de azul não é inofensiva só porque a luz parece suave.
A classificação formal vem de normas da IEC: a IEC 62471 enquadra fontes de luz não laser, LEDs incluídos, em grupos de risco fotobiológico, e a IEC 60601-2-57 reúne os requisitos de segurança dos equipamentos de luz não laser para uso terapêutico e estético. A ficha técnica do LEDPLATTEN, por exemplo, declara grupo de risco 1, o de baixo risco, e distância de perigo ocular de 2 m para o LED vermelho: dentro dela, o olho desprotegido pode receber exposição acima do limite.

Quais efeitos adversos o LED pode causar?
Nos estudos clínicos, os efeitos adversos foram leves: os 31 ensaios revisados por Jagdeo registraram ressecamento, eritema, descamação, ardência e alteração de pigmento, sem eventos graves. Mesmo com esse perfil, a triagem antes da primeira sessão identifica quem precisa de avaliação médica ou de ajuste no protocolo.
Para o azul, a revisão registra um risco teórico de câncer e de fotoenvelhecimento ligado à proximidade com o UVA, sem nenhum caso relatado nos estudos, com seguimento máximo de 18 meses. A revisão sistemática de Glass, de 2023, não encontrou dado clínico que ligue a fotobiomodulação estética a câncer, o que não dispensa a triagem de lesões. Pontos de atenção na triagem:
- Uso de medicamentos fotossensibilizantes e doenças com fotossensibilidade.
- Lesão pigmentada ou suspeita sem diagnóstico na área: avaliação médica antes da sessão.
- Epilepsia fotossensível, quando o aparelho trabalha em modo pulsado.
- Gestação: por precaução, não irradiar o abdome.
- Pele recém-tratada com outro procedimento: seguir a orientação de quem conduziu o procedimento principal.
Como montar um protocolo de fototerapia LED na clínica?
Comece pela indicação, não pela cor. Defina o objetivo, escolha a cor com evidência para ele, calcule o tempo a partir da irradiância do aparelho e da dose pretendida, e fixe frequência e número de sessões antes de começar. Fotografia padronizada no início, no fim da série e meses depois fecha o ciclo de avaliação.
Entre os aparelhos fabricados pela Bioset em Rio Claro (SP), o Ledshape TT reúne as quatro cores discutidas aqui (azul de 470 nm, âmbar de 590 nm, vermelho de 623 nm e infravermelho de 860 nm), com ajuste de energia de 1 a 200 J/cm². Para áreas corporais amplas, o LEDPLATTEN trabalha com placas de LED vermelho de 632 nm e temporizador de 1 a 60 minutos. O LED também aparece integrado a plataformas como o EMIVA, que associa vermelho (623 nm) e infravermelho (860 nm) à radiofrequência microagulhada.
Aparelho neste parágrafo
O que a evidência sustenta
Leitura da equipe Bioset sobre as 22 referências deste artigo
Consenso
- Luz vermelha e infravermelha modulam a atividade mitocondrial e a resposta inflamatória, sem efeito térmico relevante
- Dose (J/cm²) e irradiância definem o resultado, e dose alta demais pode reduzir o efeito
- LED tem bom perfil de segurança nos ensaios, com efeitos adversos leves e sem eventos graves
Promissor, mas incerto
- Tamanho real do benefício em rejuvenescimento (grau C, estudos pequenos e heterogêneos)
- Protocolo ótimo de cor, dose e frequência para cada indicação
- Papel do âmbar, apoiado sobretudo em séries de casos
- Equivalência de efeito entre LED e laser de baixa potência
O que não afirmar ao paciente
- Que o LED substitui o tratamento médico da acne
- Que o LED apaga rugas ou tem efeito de lifting
- Que o LED isolado reduz medidas ou celulite (há um único ensaio randomizado em celulite, com grau D)
- Que mais tempo de luz é sempre melhor
Perguntas frequentes
- Quantas sessões de fototerapia LED são necessárias?
- Não há número fixo. Na acne, a revisão de Jagdeo sugere duas sessões por semana por 4 a 8 semanas; o principal ensaio de rejuvenescimento usou duas por semana por 4 semanas, e o de Wunsch, com lâmpadas de espectro amplo, chegou a 30 sessões.
- Vale combinar cores na mesma sessão?
- Em acne, azul com vermelho é a combinação mais estudada; em rejuvenescimento e reparo, vermelho com infravermelho. No ensaio de Lee, a combinação teve a maior redução de rugas, mas no de Wunsch, feito com lâmpadas e não com LED, o espectro amplo não superou o vermelho isolado. Cada cor da combinação precisa de um objetivo definido.
- Pode aplicar LED logo depois de um laser?
- Os ensaios de cicatrização usaram vermelho com infravermelho nas semanas seguintes a laser de Er:YAG e de CO₂, e o âmbar logo após laser de fibra dopada com érbio, com benefício medido no curto prazo. Na rotina, a decisão segue o protocolo do procedimento principal e a avaliação do profissional que o realizou.

Aparelho citado neste artigo
Ledshape TT
Aparelho de fototerapia com LED azul (470 nm), âmbar (590 nm), vermelho (623 nm) e infravermelho (860 nm), as quatro cores discutidas neste artigo.
- Tecnologia
- Fototerapia LED
- Registro ANVISA
- 10410309021
- Fabricação
- Bioset, Rio Claro (SP)
LEDPLATTENReferências 22 fontes, de 2003 a 2026
- 1
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Sobre este artigo
- Publicado
- Texto
- Equipe Bioset
- Editoria e formato
- Ciência e Evidência · Ciência
- Como citar
- Equipe Bioset. Fototerapia LED: o que fazem vermelho, infravermelho, azul e âmbar. Caderno Técnico Bioset, 13 out. 2026. Disponível em: https://www.bioset.com.br/blog/fototerapia-led-vermelho-infravermelho-azul-ambar. Acesso em: 13 out. 2026.
Conteúdo técnico para profissionais habilitados. Não substitui a avaliação individual de cada paciente, e a conduta é do profissional. Resultados variam conforme paciente e protocolo.




