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Ciência · Fototerapia LED

Fototerapia LED: o que fazem vermelho, infravermelho, azul e âmbar

Na fototerapia LED, cada cor alcança uma profundidade e age sobre um alvo diferente, e a dose em J/cm² pesa tanto quanto a cor escolhida. Veja o que os estudos sustentam em acne, cicatrização e rejuvenescimento, e onde a evidência ainda é fraca.

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17 min · 22 referências
Profissional de jaleco e luvas aplica a ponteira de LED vermelho do Ledshape TT no rosto de uma paciente deitada e coberta por manta

Pontos-chave

  1. O que é fotobiomodulação e por que cada cor de LED age em uma profundidade
  2. As faixas de comprimento de onda do azul, do âmbar, do vermelho e do infravermelho
  3. Como calcular a dose em J/cm² a partir da irradiância e do tempo de sessão
  4. Onde a evidência é mais consistente (acne e cicatrização) e onde ainda é fraca
  5. Os cuidados com os olhos que valem para toda sessão de LED

O que é fototerapia LED?

Fototerapia LED é a aplicação de luz emitida por diodos, em comprimentos de onda definidos, para provocar respostas nas células da pele sem aquecer o tecido de forma relevante. O efeito tem nome técnico: fotobiomodulação. Na estética, ela entra em rejuvenescimento, pele com acne e recuperação após procedimentos, quase sempre como recurso complementar.

O que separa o LED de outras tecnologias de luz é o mecanismo. A luz intensa pulsada e os lasers de alta potência usam calor para atingir um alvo, seja o pelo, o pigmento ou o vaso. A fototerapia trabalha com potência baixa por mais tempo e depende de uma resposta bioquímica da célula, sem lesão térmica.

Os aparelhos de fototerapia LED profissionais se diferenciam pela cor dos emissores, pela irradiância e pelo formato do aplicador. Somadas ao tempo de sessão, essas variáveis definem o que acontece no tecido.

Como a luz do LED age dentro da célula?

A luz só produz efeito quando é absorvida. No vermelho e no infravermelho próximo, o principal absorvedor identificado é a citocromo c oxidase, enzima da cadeia respiratória da mitocôndria. A hipótese principal é que a luz desloca o óxido nítrico que inibe essa enzima, restabelecendo o transporte de elétrons e a produção de energia da célula.

Dessa etapa partem sinais que alteram fluxo sanguíneo, reparo tecidual e resposta inflamatória, segundo as revisões de Avci3 e de Hamblin. Um detalhe ajuda a entender resultados contraditórios: células saudáveis e células sob estresse oxidativo respondem de forma diferente à mesma luz. Nas saudáveis, as espécies reativas de oxigênio sobem um pouco; nas estressadas, caem.

3Avci P et al., 2013.Low-level laser (light) therapy (LLLT) in skin: stimulating, healing, restoring.

No azul, o alvo é outro. A bactéria Cutibacterium acnes produz porfirinas, que absorvem a luz azul e geram espécies reativas de oxigênio capazes de lesar a própria bactéria.

Quadro 1 Fatos rápidos · Fototerapia LED

Mecanismo
Fotobiomodulação: absorção da luz por cromóforos, sem lesão térmica
Cores mais estudadas
Vermelho e infravermelho próximo; azul na acne
Unidade de dose
J/cm², irradiância (W/cm²) multiplicada pelo tempo (s)
Evidência mais consistente
Acne e cicatrização de feridas agudas (grau B)
Rejuvenescimento
Grau C: estudos pequenos e parâmetros muito variados
Segurança
Efeitos adversos leves nos ensaios; proteção ocular em toda sessão

O que fazem o azul, o âmbar, o vermelho e o infravermelho?

Cada cor alcança uma profundidade e tem um alvo. O azul e o âmbar, na faixa de 390 a 600 nm, atuam em camadas superficiais. O vermelho e o infravermelho próximo, entre 600 e 1.100 nm, penetram mais e agem sobre a mitocôndria. A faixa de 700 a 750 nm tem pouca atividade bioquímica e é pouco usada.

A tabela resume as faixas usadas nos ensaios randomizados da revisão sistemática de Jagdeo e colaboradores1 e o comprimento de onda de cada cor no Ledshape TT.

1Jagdeo J et al., 2018.Light-emitting diodes in dermatology: a systematic review of randomized controlled trials.

Peça de mão do Ledshape TT com ponteira de anel azul ao lado do suporte com as ponteiras de anéis rosa, laranja e vermelho
Figura 1 As quatro ponteiras do Ledshape TT, uma para cada cor de LED. Foto: Bioset

Tabela 1 Cores de LED: faixas usadas nos ensaios, alvo e evidência

CorFaixa nos ensaios revisadosAlvo principalOnde há mais evidênciaLedshape TT
Azul405 a 470 nmPorfirinas da C. acnes, na superfícieAcne470 nm
Âmbar590 a 595 nmMecanismo menos definidoEritema logo após laser, com efeito de curta duração590 nm
Vermelho623 a 670 nmCitocromo c oxidase, na dermeAcne (associado ao azul), cicatrização e rejuvenescimento623 nm
Infravermelho próximo830 a 1.072 nmCitocromo c oxidase, em maior profundidadeCicatrização e rejuvenescimento, associado ao vermelho860 nm

Deslize a tabela para ver as 5 colunas.

Fontes: ver as referências ao fim do artigo.

Azul

O azul atua na superfície e é a cor da acne. O alvo são as porfirinas da C. acnes, principalmente a coproporfirina. No estudo em cultura de Ashkenazi e colaboradores7, iluminações repetidas com azul de 407 a 420 nm reduziram a viabilidade da bactéria em várias ordens de grandeza, bem mais do que uma iluminação única.

7Ashkenazi H et al., 2003.Eradication of Propionibacterium acnes by its endogenic porphyrins after illumination with high intensity blue light.

Âmbar

O âmbar, perto de 590 nm, é a cor com menos respaldo. O estudo mais citado, de Weiss e colaboradores10, tratou 90 pacientes com fotoenvelhecimento usando 590 nm pulsado, com dose de apenas 0,1 J/cm², e relatou melhora em 90% deles na imagem digital, com 10% de melhora de textura na perfilometria. Era um estudo aberto, sem grupo de comparação, e a revisão de Jagdeo não encontrou nenhum ensaio randomizado com âmbar para rejuvenescimento.

10Weiss RA et al., 2005.Clinical trial of a novel non-thermal LED array for reversal of photoaging: clinical, histologic, and surface profilometric results.

Vermelho

O vermelho chega à derme e é, ao lado do infravermelho, a cor mais estudada em rejuvenescimento e reparo. A citocromo c oxidase absorve nessa faixa, o que sustenta o uso em estímulo de fibroblastos e em recuperação após procedimentos. Protocolos de acne também associam vermelho e azul, somando o efeito anti-inflamatório do primeiro ao antibacteriano do segundo.

Infravermelho próximo

O infravermelho próximo, usado nos ensaios entre 830 e 1.072 nm, é o que penetra mais. É praticamente invisível, o que tem implicação direta na segurança ocular. Nos ensaios de rejuvenescimento e de cicatrização após laser, ele aparece com frequência associado ao vermelho.

Como calcular a dose de fototerapia LED em J/cm²?

A dose, ou fluência, é a irradiância multiplicada pelo tempo. Com a irradiância em W/cm² e o tempo em segundos, o resultado sai em J/cm². Uma fonte de 50 mW/cm² (0,05 W/cm²) ligada por 10 minutos (600 segundos) entrega 30 J/cm². Metade do tempo, metade da dose.

A conta é simples, mas depende de um número que precisa vir do fabricante: a irradiância na superfície tratada. A ficha técnica do LEDPLATTEN declara irradiância de 52 mW/cm² para as placas de LED vermelho de 632 nm; em 10 minutos, isso dá 31,2 J/cm². Aparelho sem irradiância informada não permite montar protocolo reprodutível.

Jenkins e Carroll6 listam oito parâmetros mínimos para relatar uma sessão: comprimento de onda, potência, tempo, área do feixe na pele, parâmetros de pulso, local anatômico, número de sessões e intervalo entre elas. Eles lembram que a potência de saída cai com o aquecimento e com o envelhecimento do aparelho, o que justifica aferição periódica.

6Jenkins PA, Carroll JD, 2011.How to report low-level laser therapy (LLLT)/photomedicine dose and beam parameters in clinical and laboratory studies.

Tela sensível ao toque do LEDPLATTEN com seleção de canais, temporizador em minutos e energia em J/cm², sob a luz vermelha das placas
Figura 2 Tela do LEDPLATTEN com o temporizador e a energia em J/cm². Foto: Bioset

Mais luz não significa mais efeito

A fotobiomodulação segue uma curva de dose bifásica, descrita por Huang e colaboradores4: doses baixas demais não produzem resposta, e doses altas demais podem reduzir ou anular o efeito. Não há consenso sobre a faixa ideal. A revisão de Zein5, Selting e Hamblin registra grupos que recomendam 4 a 10 J/cm² no tecido alvo, com irradiância abaixo de 100 mW/cm², e outros que recomendam até 50 J/cm² na superfície.

4Huang YY et al., 2009.Biphasic dose response in low level light therapy.

5Zein R et al., 2018.Review of light parameters and photobiomodulation efficacy: dive into complexity.

Os ensaios clínicos confirmam a dispersão: os estudos citados neste artigo vão de 0,1 J/cm² (âmbar pulsado) a 480 J/cm² (vermelho em cicatriz cirúrgica). Em feridas de membros inferiores, a revisão sistemática de Miranda e colaboradores14, de 2026, observou que o único ensaio sem benefício foi o de dose mais alta, 126 J/cm² de vermelho em feridas cirúrgicas, e os autores leem isso como sinal de resposta dependente da dose. A certeza da evidência nessa revisão foi classificada como muito baixa.

14Miranda MB et al., 2026.Clinical dosimetry and efficacy of LED photobiomodulation for chronic lower-limb wound healing: a systematic review of randomized trials.

Para quais indicações a evidência é mais sólida?

A revisão sistemática de Jagdeo e colaboradores analisou 31 ensaios randomizados com LED na pele. Entre as indicações ligadas à estética, acne e cicatrização de feridas agudas receberam grau de recomendação B, e rejuvenescimento ficou com grau C. As limitações se repetem: amostras pequenas, falta de cegamento ou de placebo e parâmetros muito diferentes entre os estudos.

  • 31ensaios randomizados com LED na pele (revisão de 2018)
  • Grau Bacne e cicatrização de feridas agudas
  • Grau Crejuvenescimento
  • Até 36%redução de rugas em relação ao início, com 633 e 830 nm

Fontes: ver as referências ao fim do artigo.

Acne: efeito real, mas inconsistente

A partir dos ensaios de acne que analisou, a revisão sugere azul com 6 a 40 mW/cm² ou vermelho com 8 a 100 mW/cm², em sessões de 20 minutos, duas vezes por semana, por 4 a 8 semanas. Um dos ensaios combinou vermelho de 623 nm e azul de 470 nm, as mesmas faixas do Ledshape TT, e precisou em média de 10 sessões para reduzir em 90% as lesões inflamatórias.

Os ensaios comparativos mostram o outro lado: o LED precisou de 2 a 3 vezes mais sessões do que terapia fotodinâmica, luz intensa pulsada e laser de corante pulsado para chegar à mesma redução. Em um ensaio só com vermelho, 21 de 22 pacientes relataram volta da acne 16 semanas depois.

Outras revisões sistemáticas são mais cautelosas. A meta-análise de Scott e colaboradores8 sobre luz azul (14 ensaios, 698 participantes) não encontrou diferença significativa na contagem de lesões em relação aos grupos sem luz, e a revisão Cochrane de 2016 (71 estudos, 4.211 participantes) concluiu que falta evidência de alta qualidade. Na acne, o LED é coadjuvante do tratamento conduzido pelo dermatologista, com manutenção prevista desde o início.

8Scott AM et al., 2019.Blue-light therapy for acne vulgaris: a systematic review and meta-analysis.

Cicatrização e pós-procedimento

É o uso com melhor relação entre evidência e rotina de clínica. Em ensaio com 28 pacientes submetidas a laser de Er:YAG ou de CO₂ por fotodano, o lado da face tratado com vermelho de 633 nm e infravermelho de 830 nm cicatrizou 50% mais rápido, com 15 sessões em 3 semanas. O dado interessa a quem trabalha com laser de CO₂ fracionado e outros procedimentos que deixam a pele inflamada por dias.

O âmbar aparece aqui com um efeito mensurável, porém breve: aplicado logo após laser de fibra dopada com érbio, reduziu o eritema em 24 horas em todos os 20 pacientes, mas a diferença desapareceu em 96 horas. Em cicatriz cirúrgica, o ensaio de Kurtti e colaboradores13, com vermelho em doses de 160 a 480 J/cm², não atingiu o desfecho principal (maleabilidade da cicatriz), embora, em algumas doses, a avaliação do observador e a redução do endurecimento tenham favorecido o lado tratado.

13Kurtti A et al., 2021.Light emitting diode-red light for reduction of post-surgical scarring: results from a dose-ranging, split-face, randomized controlled trial.

Rejuvenescimento

O ensaio mais citado é o de Lee e colaboradores11: 76 pacientes divididos em quatro grupos (633 nm, 830 nm, a combinação dos dois ou luz simulada), com metade da face tratada duas vezes por semana por 4 semanas. Nos três grupos com luz ativa, as medidas objetivas mostraram até 36% de redução de rugas e até 19% de ganho de elasticidade em relação ao início, com mais colágeno e fibras elásticas na biópsia.

11Lee SY et al., 2007.A prospective, randomized, placebo-controlled, double-blinded, and split-face clinical study on LED phototherapy for skin rejuvenation: clinical, profilometric, histologic, ultrastructural, and biochemical evaluations and comparison of three different treatment settings.

Wunsch e Matuschka12 usaram lâmpadas de descarga de espectro amplo, não LED, em 113 voluntários: cerca de 9 J/cm² na faixa vermelha, duas vezes por semana, até completar 30 sessões. Mediram menos rugosidade e mais densidade de colágeno no ultrassom em comparação com 23 controles sem luz. O espectro de 570 a 850 nm não foi melhor que o vermelho isolado, de 611 a 650 nm. Já um ensaio com LED de 630 nm e 96 J/cm², incluído na revisão de Jagdeo, não mudou elasticidade nem hidratação.

12Wunsch A, Matuschka K, 2014.A controlled trial to determine the efficacy of red and near-infrared light treatment in patient satisfaction, reduction of fine lines, wrinkles, skin roughness, and intradermal collagen density increase.

A expectativa realista é de melhora gradual de textura e linhas finas, avaliada com fotografia padronizada; segundo a revisão de Jagdeo, pode ser preciso seguimento de 6 meses ou mais para julgá-la. Para flacidez, o LED não substitui estímulos de outra natureza, como o aquecimento dérmico da radiofrequência sobre o colágeno.

LED ou laser de baixa potência: qual a diferença?

Os dois fazem fotobiomodulação. O laser emite luz coerente, de faixa espectral estreita, concentrada em pontos; o LED emite luz não coerente, de faixa um pouco mais larga, e cobre áreas grandes de uma vez. Para face e corpo inteiros, o LED é mais prático; para pontos específicos e técnicas como o ILIB, o laser é a ferramenta.

Heiskanen e Hamblin15 apontam como vantagens do LED a irradiação de áreas amplas ao mesmo tempo e o custo muito menor por miliwatt. Glass pondera que ainda não está claro se o LED produz efeitos da mesma natureza e magnitude dos lasers usados na maior parte dos estudos de melhor qualidade. As indicações da laserterapia de baixa potência e do ILIB têm página própria.

15Heiskanen V, Hamblin MR, 2018.Photobiomodulation: lasers vs. light emitting diodes?

Quais cuidados com os olhos a fototerapia LED exige?

Paciente e operador usam óculos de proteção adequados à faixa emitida, e ninguém olha diretamente para os emissores. O cuidado vale para todas as cores, com atenção especial a duas: o azul, pelo risco de lesão fotoquímica da retina, e o infravermelho, que é invisível e não dispara o reflexo de proteção do olho.

As diretrizes da ICNIRP, a comissão internacional de proteção contra radiação não ionizante, explicam os dois riscos. A sensibilidade da retina à lesão fotoquímica por luz azul tem pico perto de 440 nm e segue o princípio da reciprocidade: luz fraca por muito tempo pode causar o mesmo dano que luz forte por pouco tempo. Uma sessão longa de azul não é inofensiva só porque a luz parece suave.

A classificação formal vem de normas da IEC: a IEC 62471 enquadra fontes de luz não laser, LEDs incluídos, em grupos de risco fotobiológico, e a IEC 60601-2-57 reúne os requisitos de segurança dos equipamentos de luz não laser para uso terapêutico e estético. A ficha técnica do LEDPLATTEN, por exemplo, declara grupo de risco 1, o de baixo risco, e distância de perigo ocular de 2 m para o LED vermelho: dentro dela, o olho desprotegido pode receber exposição acima do limite.

Profissional de máscara e óculos de proteção escuros aplica a ponteira de LED azul do Ledshape TT no rosto da paciente, vista de cima
Figura 3 Profissional de óculos de proteção aplica LED azul com o Ledshape TT. Foto: Bioset

Quais efeitos adversos o LED pode causar?

Nos estudos clínicos, os efeitos adversos foram leves: os 31 ensaios revisados por Jagdeo registraram ressecamento, eritema, descamação, ardência e alteração de pigmento, sem eventos graves. Mesmo com esse perfil, a triagem antes da primeira sessão identifica quem precisa de avaliação médica ou de ajuste no protocolo.

Para o azul, a revisão registra um risco teórico de câncer e de fotoenvelhecimento ligado à proximidade com o UVA, sem nenhum caso relatado nos estudos, com seguimento máximo de 18 meses. A revisão sistemática de Glass, de 2023, não encontrou dado clínico que ligue a fotobiomodulação estética a câncer, o que não dispensa a triagem de lesões. Pontos de atenção na triagem:

  • Uso de medicamentos fotossensibilizantes e doenças com fotossensibilidade.
  • Lesão pigmentada ou suspeita sem diagnóstico na área: avaliação médica antes da sessão.
  • Epilepsia fotossensível, quando o aparelho trabalha em modo pulsado.
  • Gestação: por precaução, não irradiar o abdome.
  • Pele recém-tratada com outro procedimento: seguir a orientação de quem conduziu o procedimento principal.

Como montar um protocolo de fototerapia LED na clínica?

Comece pela indicação, não pela cor. Defina o objetivo, escolha a cor com evidência para ele, calcule o tempo a partir da irradiância do aparelho e da dose pretendida, e fixe frequência e número de sessões antes de começar. Fotografia padronizada no início, no fim da série e meses depois fecha o ciclo de avaliação.

Entre os aparelhos fabricados pela Bioset em Rio Claro (SP), o Ledshape TT reúne as quatro cores discutidas aqui (azul de 470 nm, âmbar de 590 nm, vermelho de 623 nm e infravermelho de 860 nm), com ajuste de energia de 1 a 200 J/cm². Para áreas corporais amplas, o LEDPLATTEN trabalha com placas de LED vermelho de 632 nm e temporizador de 1 a 60 minutos. O LED também aparece integrado a plataformas como o EMIVA, que associa vermelho (623 nm) e infravermelho (860 nm) à radiofrequência microagulhada.

Aparelho neste parágrafo

O que a evidência sustenta

Leitura da equipe Bioset sobre as 22 referências deste artigo

Consenso

  • Luz vermelha e infravermelha modulam a atividade mitocondrial e a resposta inflamatória, sem efeito térmico relevante
  • Dose (J/cm²) e irradiância definem o resultado, e dose alta demais pode reduzir o efeito
  • LED tem bom perfil de segurança nos ensaios, com efeitos adversos leves e sem eventos graves

Promissor, mas incerto

  • Tamanho real do benefício em rejuvenescimento (grau C, estudos pequenos e heterogêneos)
  • Protocolo ótimo de cor, dose e frequência para cada indicação
  • Papel do âmbar, apoiado sobretudo em séries de casos
  • Equivalência de efeito entre LED e laser de baixa potência

O que não afirmar ao paciente

  • Que o LED substitui o tratamento médico da acne
  • Que o LED apaga rugas ou tem efeito de lifting
  • Que o LED isolado reduz medidas ou celulite (há um único ensaio randomizado em celulite, com grau D)
  • Que mais tempo de luz é sempre melhor

Perguntas frequentes

Quantas sessões de fototerapia LED são necessárias?
Não há número fixo. Na acne, a revisão de Jagdeo sugere duas sessões por semana por 4 a 8 semanas; o principal ensaio de rejuvenescimento usou duas por semana por 4 semanas, e o de Wunsch, com lâmpadas de espectro amplo, chegou a 30 sessões.
Vale combinar cores na mesma sessão?
Em acne, azul com vermelho é a combinação mais estudada; em rejuvenescimento e reparo, vermelho com infravermelho. No ensaio de Lee, a combinação teve a maior redução de rugas, mas no de Wunsch, feito com lâmpadas e não com LED, o espectro amplo não superou o vermelho isolado. Cada cor da combinação precisa de um objetivo definido.
Pode aplicar LED logo depois de um laser?
Os ensaios de cicatrização usaram vermelho com infravermelho nas semanas seguintes a laser de Er:YAG e de CO₂, e o âmbar logo após laser de fibra dopada com érbio, com benefício medido no curto prazo. Na rotina, a decisão segue o protocolo do procedimento principal e a avaliação do profissional que o realizou.
Ledshape TT, Fototerapia LED em 4 cores

Aparelho citado neste artigo

Ledshape TT

Aparelho de fototerapia com LED azul (470 nm), âmbar (590 nm), vermelho (623 nm) e infravermelho (860 nm), as quatro cores discutidas neste artigo.

Tecnologia
Fototerapia LED
Registro ANVISA
10410309021
Fabricação
Bioset, Rio Claro (SP)

Onde comprar

Também citados no textoLEDPLATTEN

Referências 22 fontes, de 2003 a 2026

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    bioset.com.br (abre em nova aba)

Sobre este artigo

Publicado
Editoria e formato
Ciência e Evidência · Ciência
Como citar
Equipe Bioset. Fototerapia LED: o que fazem vermelho, infravermelho, azul e âmbar. Caderno Técnico Bioset, 13 out. 2026. Disponível em: https://www.bioset.com.br/blog/fototerapia-led-vermelho-infravermelho-azul-ambar. Acesso em: 13 out. 2026.
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Conteúdo técnico para profissionais habilitados. Não substitui a avaliação individual de cada paciente, e a conduta é do profissional. Resultados variam conforme paciente e protocolo.

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