Conhecendo os pêlos
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PRINCIPAIS INDICAÇÕES:
EPILAÇÃO DEFINITIVA; ACNE; VITILIGO; PSORÍASE; REJUVENESCIMENTO; MANCHAS
PIGMENTARES (HIPERCROMICAS, HIPOCROMICAS), LENTIGO, LESÕES VASCULARES
(TELANGECTASIAS, SPYDER), ENTRE OUTRAS APLICAÇÕES.

CONCEITO E FISIOLOGIA
O pêlo é uma matéria semiviva, de relativa importância para o ser humano,que
recobre determinadas partes do corpo, em maior ou menor intensidade, com função
protetora, refletindo o equilíbrio psicossomático e recebendo influência dos
hormônios. Diz-se ser uma matéria semiviva porque, dentro do folículo piloso,
ele é vivo e acima dele até fora da pele, é morto, mas recebe as influências do
segmento vivo. O aparelho pilífero tem a estrutura igual à dos cabelos, sendo
que estes são constituídos de pêlos bastante desenvolvidos porque recebem maior
irrigação sanguínea das papilas que os demais pêlos propriamente ditos. Quando a
irrigação é muito ativa, o crescimento do pêlo é mais rápido e se apresenta mais
espesso. A queda acontece por atrofia da papila, notadamente quando as células
gordurosas não recebem nutrição suficiente.
Entretanto, os pêlos que caem são substituídos por outros da mesma espessura e
gerados nos próprios folículos pilosos.

DISTRIBUIÇÃO DOS PÊLOS
Os pêlos estão localizados no rosto, braços, axilas, virilhas e pernas. No rosto
costumam ser mais frágeis, geralmente constituídos de ?penugens? encontradas na
formação das sobrancelhas, na fronte, nas narinas, no buço e no mento (queixo).
ASPECTO EXTERNO
A forma dos pêlos depende das fibrilas, que são substâncias formadas por
proteínas. Se as fibrilas são retas, os pêlos são lisos, mas se as fibrilas
tiverem a forma de anéis, o pêlo será ondulado. As fibrilas dão força e
resistência aos pêlos. Elas sustentam um peso de 50 gramas ou mais, quando
colocados em suas pontas.
A cor do pêlo é decorrente da quantidade de melanina formada durante seu
crescimento e depositada no córtex, que é a camada mediana da estrutura do pêlo
quando visto em um corte transversal ao microscópio (figura). A melanina é um
substância química que se apresenta nos pêlos em duas formas diferenciadas,
originando dois tipos de pigmento: os pigmentos difusos, que variam da coloração
amarelo-pálida até o castanho (passando pelo ruivo), e os pigmentos granolosos,
variam do castanho até o preto intenso. A cor dos pêlos depende não só do tipo
de pigmento, mas também de sua distribuição e de outros fatores variáveis de
indivíduo para indivíduo. Quimicamente, o pigmento origina-se da fenilanalina,
que se transforma em tiroxina pela ação de várias enzimas na presença da luz e
do oxigênio. Por sucessivas transformações químicas, origina-se uma substância
química mais complexa, que nada mais é do que a mistura de substâncias em sua
composição. Os pêlos brancos que aparecem geralmente com a idade mais avançada,
ou problemas orgânicos e psicológicos são tão sadios quanto os coloridos,
apresentam-se assim porque as células produtoras de melanina tornam-se menos
ativas.
COMPOSIÇÃO
- 50% de carbono
- 25% de oxigênio
- 15% de nitrogênio
- 6% de hidrogênio
- 4% de enxofre
É uma esclero-proteína muito parecida com o extrato córneo da epiderme, com
maior conteúdo de enxofre. A queratina é muito sensível ao calor seco,
especialmente quando o pêlo encontra-se molhado. Também o ar e a umidade
atmosférica influem negativamente sobre os pêlos, provocando redução no teor de
enxofre e, portanto, alterando as suas propriedades mecânicas, fazendo com que
fiquem menos resistentes.

ESTRUTURA
A estrutura do pêlo pode ser verificada em um corte transversal através de um
microscópio. Notam-se três camadas distintas:
1- Cutícula: É a camada mais externa e é formada por várias camadas lisas, duras
e transparentes dispostas como escamas de peixe. Essas camadas variam de 5 a 12
elementos e se constituem na proteção da parte interna do pêlo, sendo
responsável por seu brilho;
2- Córtex: Camada intermediária constituída por uma massa de queratina, que é
uma proteína, já caracterizada no item sobre a composição dos pêlos. Os
pigmentos formados pela melanina e que dão coloração ao pêlo encontram-se nesta
camada.
Figura 1
Estrutura do pêlo quando visto em um corte transversal ao microscópio
3- Medula: Parte central localizada longitudinalmente no centro do pêlo.
O CICLO PILOSO
O ciclo piloso é dividido em três fases de crescimento, anágena, catágena e
telógena, sendo que a fase anágena é subdividida em proanágena, mesanágena e
metánagena.
1- Fase Anágena: É a fase em que o pêlo está fixo dentro do folículo,
alimenta-se de sangue e cresce. Se for puxado nesta fase, a pessoa sente um
estímulo doloroso. Neste período a epilação mecânica só remove o pêlo velho e já
condenado a cair. O pêlo novo que ainda não está formado não é suficientemente
comprido, escapa à depilação e obstrui o fundo do folículo, não atingindo, desta
forma, as células germinativas. Esta fase dura de dois à cinco anos e 85% dos
pêlos estão nesta fase.
2- Fase Catágena: É a fase em que o pêlo encontra-se em contato mais íntimo com
as células germinativas. A fase de crescimento já terminou; o pêlo está
completamente queratinizado e implantado no fundo do folículo. É o período ideal
para se realizar a epilação, pois, o pêlo é arrancado com a bainha epitelial,
deixando à mostra a camada germinativa para ser destruída pelo laser. Esta fase
dura em média um ano e 10% dos pêlos estão nesta fase.
3- Fase Telógena: Nesta fase, nasce um novo pêlo dentro do folículo. Na medida
em que cresce, vai empurrando para fora o pêlo velho. Esta fase dura 6 meses e
5% dos pêlos estão nesta fase. Concluindo, o melhor período para executar-se uma
epilação vai desde o momento final da fase anágena até o início da fase
catágena, sendo necessário que a maior parte dos pêlos da área a ser epilada
esteja efetivamente neste período. Neste intervalo de tempo é certo que os pêlos
estejam em contato direto com suas matrizes germinativas, porém, como nem todos
os pêlos encontramse ao mesmo tempo em igual fase de desenvolvimento, e face à
dificuldade em determiná-la com exatidão, não se pode pretender uma epilação
definitiva numa única sessão.

As três fases de desenvolvimento dos pêlos.